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Ao tratar do futuro do Maringá Futebol Clube, o Diretor Jurídico e de Futebol Rafael Dacome destacou que a base ocupa posição central dentro do projeto esportivo e financeiro do clube. No podcast Ponto a Ponto, ele afirmou que o Maringá investe na formação de atletas não apenas como estratégia esportiva, mas também como modelo de sustentabilidade.
Segundo Dacome, o clube mantém categorias de base do Sub-10 ao Sub-17, com atletas alojados no centro de treinamento e acompanhamento constante.
“A gente começa cuidando da pessoa, do ser humano, para depois formar o atleta”, afirmou, ressaltando que o trabalho envolve educação, disciplina e acompanhamento psicológico.
O dirigente explicou que, nos últimos anos, o Maringá conseguiu negociar diversos atletas ainda na base, antes mesmo de chegarem ao profissional. “No ano passado, 16 atletas da base foram negociados”, disse, destacando que esse tipo de operação ajuda a reduzir o prejuízo anual do clube e a manter o projeto em funcionamento.
Além da geração de receita, Dacome afirmou que a base também é importante para abastecer o elenco principal. Segundo ele, a convivência entre atletas formados no clube e jogadores mais experientes contribui para a identidade do time e para a valorização do trabalho realizado internamente.
Ao falar sobre o horizonte do projeto, o dirigente foi direto ao apontar o objetivo esportivo do clube. “Daqui a cinco anos, na Série A”, afirmou. Ele explicou que a meta não está associada a promessas imediatas, mas ao crescimento gradual, sustentado por gestão, organização e escolhas consistentes.
Dacome reforçou que o Maringá busca evoluir ano a ano, tanto dentro quanto fora de campo. “Quando você faz um bom trabalho, honra compromissos e mantém uma linha de gestão, os resultados tendem a aparecer com o tempo”, afirmou, destacando que o foco está no médio e longo prazo.A entrevista completa com Rafael Dacome está disponível no canal do Maringá Post no YouTube, no podcast Ponto a Ponto. O episódio é apresentado pelo jornalista Ronaldo Nezo e foi gravado no V Mark Estúdio, parceiro do projeto.







