Venda de jogadores é estratégia para sustentar o projeto do Maringá FC

Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, Rafael Dacome explica por que a negociação de atletas é parte central do modelo do Maringá FC e afirma que a prática é necessária para reduzir prejuízos e manter o clube competitivo.

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    Ao tratar de um dos temas mais sensíveis para a torcida, o Diretor Jurídico e de Futebol do Maringá Futebol Clube, Rafael Dacome, afirmou que a venda de jogadores faz parte da estratégia do clube para garantir a continuidade do projeto esportivo. No podcast Ponto a Ponto, ele destacou que o futebol envolve paixão, mas também exige decisões racionais.

    “O torcedor sempre quer ver o time ganhando, e nós também queremos. Mas isso tem um preço”, afirmou. Segundo Dacome, o Maringá já foi alvo de críticas por negociar atletas em momentos considerados decisivos, mas reforçou que o clube ainda depende desse tipo de receita para funcionar.

    O dirigente citou a negociação do atacante Rodrigo como exemplo. “Nós poderíamos não ter vendido o Rodrigo, mas deixaríamos de reduzir o prejuízo do clube e de manter o acionista motivado a continuar investindo no projeto”, explicou. Para ele, a permanência do jogador não garantia, por si só, um melhor desempenho esportivo.

    Dacome ressaltou que o Maringá ainda é um clube jovem e não pode depender indefinidamente do aporte dos acionistas. “Você não pode ficar anos e anos recorrendo ao acionista para bancar o projeto”, disse. Nesse cenário, a venda e o empréstimo de atletas se tornam uma das principais fontes de receita, ao lado de patrocínios e premiações.

    Segundo ele, o clube trabalha de forma planejada, já prevendo possíveis saídas ao longo da temporada. “A gente já sabe, antes de começar a competição, quais jogadores podem sair e quais nomes estão sendo monitorados para reposição”, afirmou, destacando a importância do departamento de mercado para manter o nível de competitividade.

    O dirigente também projetou que essa lógica deve permanecer nos próximos anos. “A negociação de jogadores continuará sendo uma tônica dentro daquilo que a gente entende como razoável”, afirmou, reforçando que o objetivo é reduzir gradualmente o prejuízo e caminhar para a sustentabilidade financeira.

    A entrevista completa com Rafael Dacome está disponível no canal do Maringá Post no YouTube, no podcast Ponto a Ponto. O episódio é apresentado pelo jornalista Ronaldo Nezo e foi gravado no V Mark Estúdio, parceiro do projeto. 

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