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Ao falar sobre os bastidores do Maringá Futebol Clube, o Diretor Jurídico e de Futebol Rafael Dacome chamou atenção pela forma direta com que abordou a situação financeira do clube. No podcast Ponto a Ponto, ele afirmou que o Maringá não tem restrições em divulgar números e explicou como funciona o planejamento orçamentário da equipe.
Segundo Dacome, o orçamento da temporada 2025 foi aprovado ainda em outubro de 2024, antes do início das contratações. “Em 2025, a gente tinha uma receita esperada de cerca de 15 milhões de reais e uma despesa prevista de 25 a 26 milhões”, afirmou. Isso significa que o clube iniciou o ano com um déficit estimado em torno de R$ 10 milhões.
Esse valor, de acordo com o dirigente, é apresentado previamente aos acionistas, que assumem o compromisso de aportar os recursos ao longo do ano. “A gente aprova esse orçamento e distribui no fluxo de caixa aquilo que cada acionista vai ter que contribuir mensalmente”, explicou, destacando que o processo é feito de forma planejada e transparente.
Durante a temporada, receitas extraordinárias ajudaram a reduzir esse déficit. Dacome citou como exemplos a campanha na Copa do Brasil e a superação da meta de venda e empréstimo de jogadores. “No final do ano, o aporte deve ter ficado em torno de 6 milhões a 6 milhões e meio”, afirmou, ressaltando que parte desses recursos também é reinvestida no futebol.
O dirigente explicou que o clube trabalha sempre com projeções conservadoras. “Eu não posso fazer um orçamento achando que vou passar de fase na Copa do Brasil”, disse. Para ele, a previsibilidade é fundamental para evitar riscos financeiros e manter o projeto estável.
Mesmo com o aumento gradual das receitas, Dacome reconheceu que as despesas no futebol costumam crescer em ritmo mais acelerado. Ainda assim, a estratégia do Maringá é reduzir o déficit ano a ano. Para 2026, o orçamento projetado gira entre R$ 34 e 35 milhões, com um déficit estimado entre R$ 8 e 9 milhões, segundo ele.
Ao tratar do desempenho esportivo, Dacome lembrou que o clube não opera com as maiores folhas salariais das competições. Na Série C de 2025, o Maringá tinha a 11ª maior folha. “O dinheiro não está diretamente ligado ao desempenho esportivo, mas ajuda muito”, afirmou, reforçando que o foco do clube está em investir em pessoas, staff e organização.
A entrevista completa com Rafael Dacome está disponível no canal do Maringá Post no YouTube, no podcast Ponto a Ponto. O episódio é apresentado pelo jornalista Ronaldo Nezo e foi gravado no V Mark Estúdio, parceiro do projeto.








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