Sob protestos, vereadores aprovam projeto que reajusta valores do IPTU em Maringá

Apesar da pressão popular, vereadores de Maringá aprovaram por 15 votos a 7 o projeto que, na prática, pode elevar o IPTU em 30,3% em 2026.

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    Em uma sessão movimentada na Câmara de Maringá, os vereadores aprovaram, em segunda discussão, o projeto de Lei do Executivo que promove alterações no cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

    Na prática, a redução de descontos sugerida pela Prefeitura, somada ao reajuste de 5,3% nos tributos municipais, fará com que o valor do imposto eleve em 30,3% em 2026, na comparação com 2025.

    O texto recebeu 15 votos favoráveis e 7 contrários. Veja o placar da votação abaixo:

    Favoráveis ao aumento do IPTU: Akemi Nishimori (PSD), Angelo Salgueiro (Podemos), Bravin Junior (PP), Diogo Altamir (PSDB), Guilherme Machado (PL), Jeremias (PL), Luiz Neto (Agir), Majo (PP), Maninho (Republicanos), Mario Hossokawa (PP), Odair Fogueteiro (PP), Pastor Sandro (União), Sidnei Telles (Podemos), Uilian da Farmácia (União), Willian Gentil (PP).

    Contrários ao aumento do IPTU: Daniel Malvezzi (Novo), Flávio Mantovani, Professor Pacífico (Novo), Mário Verri (PT), Professora Ana Lúcia (PDT), Giselli Bianchini (PP), Ítalo Maroneze (PDT).

    O vereador Lemuel do Salvando Vidas (PDT) não participou da votação nesta quinta-feira (2 de outubro), mas havia votado a favor do projeto na última sessão, que aconteceu na terça-feira (30 de setembro).

    Foto: Youtube / TV Câmara Maringá

    A sessão desta quinta-feira (2) foi marcada por protestos intensos contra o projeto que altera o cálculo do IPTU em Maringá. Manifestantes contrários ao aumento do imposto lotaram o plenário, exibindo cartazes e se manifestando durante toda a votação.

    A mobilização foi incentivada por vereadores da oposição ao projeto, como Mário Verri (PT) e Professora Ana Lúcia (PDT), que publicaram vídeos em suas redes sociais convocando a população a comparecer à sessão. O objetivo era pressionar os demais parlamentares e tentar mudar o placar da votação.

    Antes mesmo do início da sessão, a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal já estavam posicionadas em frente à Câmara, diante da expectativa de grande público. Além disso, parte dos manifestantes teve que permanecer do lado de fora, por conta da lotação máxima.

    Apesar da pressão popular, o projeto foi aprovado em segunda discussão por 15 votos a 7.

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