Secretário de Fazenda admite que reajuste do IPTU servirá para recompor perdas do IPVA

Levando em consideração a média de arrecadação do IPTU em Maringá nos últimos anos, alteração votada pela Câmara resultará em uma receita de aproximadamente R$ 90 milhões ao ano. Secretário de Fazenda diz que atualização da Planta Genérica será discutida a partir de 2026.

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    O secretário de Fazenda de Maringá, Carlos Augusto Ferreira, admitiu que as alterações no cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) propostas pela Prefeitura, que podem elevar o tributo em até 30%, servirão para a cidade recompor as perdas com o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). O projeto será votado em primeira discussão na Câmara nesta terça-feira (30).

    Secretários municipais e outros membros do Executivo compareceram em peso na Câmara para acompanhar a votação. Em coletiva de imprensa concedida no local, Ferreira falou que a recomposição vai servir para “cobrir a necessidade” aberta com a queda da alíquota do IPVA no Estado.

    “Sim (servirá para recompor o IPVA), além de tentar nos levar, não vai estar 100% enquadrado, com a determinação do Tribunal de Contas, também obviamente vai servir para cobrir essa necessidade”, resumiu.

    Em 2024, Maringá arrecadou pouco mais de R$ 300 milhões com o IPTU, segundo dados da Secretaria Municipal da Fazenda, mesmo valor que acompanha a média dos últimos anos. Com o reajuste, a arrecadação com o Tributo deverá subir em aproximadamente R$ 90 milhões ao ano. Já a perda estimada com o IPVA será de R$ 101 milhões em 2026.

    Ainda conforme o secretário de Fazenda, a Prefeitura começará a discutir a atualização da Planta Genérica a partir do ano que vem. Segundo ele, não há tempo hábil para que a discussão comece já em 2025.

    “Essa é uma discussão que nós vamos ter agora no próximo ano, não há mais tempo nem para licitar um trabalho desse, para a gente fazer um estudo mais detalhado e trazer isso de uma forma menos impactante para a população. Mas é inevitável o que o município tem que fazer. Aliás, desde 2009 deveria ter sido feito”, disse.

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