Prefeitura de Maringá intensifica combate à dengue com novas tecnologias em UBSs e unidades de saúde

Com 65 casos registrados em 2026, município aposta em borrifação de longo prazo e estações disseminadoras de larvicida para manter a doença sob controle.

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    A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Saúde, reforçou nesta sexta-feira (17) as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

    As frentes de trabalho concentraram-se nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Quebec, Cidade Alta, Grevíleas e Paraíso, onde foram aplicadas técnicas modernas de controle vetorial.

    A ofensiva utiliza dois métodos principais: a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI Aedes) e a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs).

    De acordo com o último boletim da Vigilância Epidemiológica, Maringá registrou 65 casos de dengue neste ano. Embora o número seja considerado estável, a gestão municipal mantém o alerta para evitar surtos.

    A ação não se restringe às UBSs. Desde o início de 2026, a Secretaria de Saúde vem mapeando e aplicando as tecnologias em locais estratégicos, como Escolas Municipais, Cmeis, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Hospital Municipal.

    O secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, destaca que o foco está em interromper o ciclo de transmissão onde o fluxo de pessoas é intenso. “Essa é uma estratégia para garantir a proteção nesses espaços. Embora os números de 2026 estejam sob controle, não podemos baixar a guarda”, afirmou.

    “Precisamos utilizar esse fim de semana e o feriado de Tiradentes para irmos até o quintal das nossas casas e fazer uma limpeza, descartando corretamente os objetos que possam acumular água”, convocou o secretário.

    O município tem investido em métodos inovadores que garantem maior durabilidade e eficácia no combate ao mosquito

    • BRI (Borrifação Residual): Consiste na aplicação de um inseticida que se fixa em superfícies porosas, como paredes e rodapés. O produto cria uma barreira protetora que permanece ativa por até seis meses, eliminando o mosquito no momento do pouso ou desova.
    • EDLs (Estações Disseminadoras): São armadilhas plásticas com larvicida em pó. O diferencial é que o próprio mosquito, ao entrar em contato com a estação, carrega o larvicida em seu corpo e o espalha para outros criadouros, impedindo o desenvolvimento de novas larvas em locais que os agentes de saúde muitas vezes não conseguem alcançar.

    Com a proximidade do feriado de Tiradentes, a recomendação da Secretaria de Saúde é que os maringaenses dediquem um momento para a vistoria doméstica.

    A combinação de tecnologias públicas com a conscientização da comunidade é apontada como o fator decisivo para manter os índices de contágio baixos em 2026.

    A recomendação é verificar calhas, pratos de vasos, ralos pouco utilizados e descartar qualquer objeto que possa acumular água da chuva.

    Os sintomas da dengue incluem febre alta, dor atrás dos olhos e dores musculares. Em caso de suspeita, procure a unidade de saúde mais próxima.

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