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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou, em 2025, um aumento de 138% nas apreensões de medicamentos importados ilegalmente ou falsificados nas rodovias do Paraná. Até setembro, foram confiscadas 32.744 unidades, número superior ao total de todo o ano passado, que somou 26.287 unidades.
De acordo com a PRF, os medicamentos mais comuns são anabolizantes e substâncias para emagrecimento. Muitos deles exigem armazenamento específico, como refrigeração controlada, mas acabam sendo transportados em condições precárias — dentro de veículos, caixas com gelo ou até escondidos em equipamentos eletrônicos. A fiscalização, que conta com apoio da inteligência, foi responsável por 40% das apreensões realizadas neste ano.
A corporação alerta que o transporte irregular está frequentemente ligado a outros crimes, como tráfico de drogas e contrabando. Em algumas operações, os medicamentos foram encontrados junto de produtos ilícitos de alto valor agregado, como o haxixe.
Além do risco criminal, há também o perigo à saúde. Muitos consumidores buscam esses produtos pelo preço baixo ou pela facilidade de compra sem receita, mas acabam adquirindo medicamentos falsificados, sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Sem comprovação de origem ou controle de qualidade, eles podem causar danos graves e até irreversíveis.
A comercialização e o transporte de medicamentos ilegais configuram crime previsto no artigo 273 do Código Penal, com pena de dez a quinze anos de reclusão, além de multa. Mesmo pequenas quantidades já caracterizam delito, já que cada unidade representa risco potencial à saúde pública.
Dados da PRF
- 2024 (até setembro): 13.711 unidades apreendidas
- 2024 (todo o ano): 26.287 unidades apreendidas
- 2025 (até setembro): 32.744 unidades apreendidas







