Vice-reitora da UEM denuncia “ruptura na gestão” e violência política de gênero; VÍDEO

No registro, Gisele Mendes, diz estar há mais de três anos e meio no cargo de vice-reitora e há mais de 20 anos na docência da UEM

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    Na noite deste domingo, 19, a vice-reitora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), professora Gisele Mendes, publicou um vídeo em seu perfil no Instagram no qual afirma haver uma “ruptura na gestão da reitoria” da instituição e denuncia supostos episódios de violência política de gênero dentro da universidade. Veja o vídeo abaixo.

    No registro, Gisele, que também é professora de Direito Penal e advogada, diz estar há mais de três anos e meio no cargo de vice-reitora e há mais de 20 anos na docência da UEM. Ela afirma que a atual situação da gestão teria se agravado ao longo do tempo e atribui parte do conflito a práticas que, segundo ela, configurariam violência política de gênero.

    A vice-reitora cita como exemplos a mudança na forma de divulgação de convites institucionais, que antes seriam assinados conjuntamente pela reitoria e vice-reitoria e passaram, segundo ela, a ser vinculados apenas ao reitor. Também afirma que sua participação teria sido omitida em materiais de divulgação relacionados a atos administrativos e projetos institucionais nos quais participou.

    Gisele ainda menciona o afastamento de pró-reitores e relata um ambiente que descreve como de “assédio moral” e “centralização de decisões”, afirmando que haveria concentração de poder na figura do reitor.

    No vídeo, a vice-reitora sustenta que permanecerá no cargo até o fim do mandato.

    “Eu não vou renunciar, eu vou ficar aqui, fazendo valer democraticamente os 4.083 votos que essa chapa recebeu”, declarou, referindo-se à eleição da atual gestão.

    Ela também afirma atuar em políticas institucionais de acolhimento de servidores e no combate ao assédio moral, destacando ações voltadas a agentes universitários e servidores da instituição.

    Ao final da manifestação, Gisele defendeu a continuidade da gestão sem rupturas institucionais e fez um apelo em defesa da universidade pública. “Por uma UEM sem medo”, afirmou.

    Até o momento da publicação desta matéria, a reitoria da UEM não havia se manifestado publicamente sobre as declarações da vice-reitora. O Maringá Post entrou em contato com a assessoria de comunicação da universidade, mas não obteve resposta até o fechamento deste texto. O espaço segue aberto para manifestação.

    Veja o vídeo clicando aqui.

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