Servidores da Prefeitura de Maringá fazem primeira assembleia para discutir reajuste salarial neste sábado

15 de fevereiro de 2019
Servidores lotaram plenário da Câmara Municipal para discutir reajuste salarial em 2018 / Valter Baptistoni/Sismmar

O Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) realiza a primeira assembleia para discutir reajuste salarial dos servidores de Maringá na manhã deste sábado (16/2), a partir das 8h30, no plenário da Câmara de Maringá.

Desde janeiro, os dirigentes sindicais tem convocado os trabalhadores a aderir à campanha “Agora é ganho real”.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como base para o reajuste dos servidores de Maringá, fechou 2018 com o acumulado de 3,43%.

O Sismmar quer mais e vai defender na assembleia deste sábado um aumento acima da inflação para levar à mesa de discussão com a administração municipal. A data base da categoria é o mês de março.

Em 2017, o reajuste foi baseado na inflação, de 5,13%, mas os servidores aceitaram porque houve a implementação do vale-alimentação.

Em 2018, o reajuste também teve como base a inflação, de 1,81%, embora o vale-alimentação tenha recebido um aumento mais significativo, de 25%.

Na página do Facebook do Sismmar, a presidente do sindicato, Iraídes Baptistoni, fez um vídeo para convocar os servidores a participarem da assembleia. Ela afirma que quanto maior a adesão, maior a força de reivindicação da categoria.

CONVOCAÇÃO

Convocaçao para assembleia, Campanha Salarial 2019

Posted by Iraídes Baptistoni on Wednesday, February 13, 2019

Em meio às negociações do reajuste anual, o Sismmar expôs críticas à atual gestão da Prefeitura de Maringá em relação à terceirização dos serviços públicos.

Houve reclamação sobre a terceirização dos serviços de poda e remoção de árvores e também da varrição no centro e mais seis bairros.

As reclamações partiram de dirigentes do sindicato, que cobraram diretamente o prefeito pelos contratos feitos em 2019.

“O limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal não pode servir de pretexto para terceirizar aos poucos os serviços públicos. A necessidade tem de ser discutida com transparência, com estudos que demonstrem se a quantidade atual de servidores em cada área é ou não suficiente para atender a população”, afirmou o dirigente do Sismmar, Eduardo Siqueira.