Tempo estimado de leitura: 2 minutos
Discretos durante o dia e ativos à noite, os morcegos desempenham funções essenciais para o equilíbrio ambiental. No Dia Mundial dos Morcegos, lembrado em 1º de outubro, o Parque do Ingá se destaca como espaço de conservação, com 19 espécies já registradas.
O monitoramento é realizado pelo Grupo de Estudos em Ecologia de Mamíferos e Educação Ambiental (GEEMEA), em parceria com o Instituto Ambiental de Maringá (IAM). Entre os papéis exercidos pelos morcegos estão a polinização, a dispersão de sementes e o controle natural de insetos e até de pequenos peixes.
No Parque, as espécies mais comuns são os frugívoros, como Artibeus lituratus e Sturnira lilium, que contribuem para o reflorestamento e manutenção da vegetação nativa. Há também morcegos insetívoros, como o Molossus molossus, e espécies de hábitos diferentes, como o Noctilio leporinus, que se alimenta de peixes, e o Phyllostomus hastatus, maior espécie presente no local.
Segundo Henrique Ortêncio Filho, professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e coordenador do GEEMEA, os morcegos encontrados na área urbana de Maringá não se alimentam de sangue. A maioria é insetívora, podendo consumir mais de 600 mosquitos em uma única noite, o que ajuda no controle de pragas urbanas.
O Dia Mundial dos Morcegos também é uma oportunidade de combater mitos. Em Maringá, nesta quarta-feira (1º), será realizada uma palestra e roda de conversa sobre o tema “Morcegos em um contexto ambiental e livre de mitos e preconceitos”, às 19h30, no Anfiteatro Adelbar A. Sampaio, no bloco F67 da UEM.








Comentários estão fechados.