Tempo estimado de leitura: 3 minutos
Um levantamento internacional concluiu que a vacinação contra a covid-19 em gestantes diminui não apenas o risco de infecção, mas também complicações graves da gravidez. Os resultados foram apresentados no Congresso da Sociedade Americana de Pediatria.
O estudo foi conduzido por Nikan Zargarzadeh, da Universidade de Harvard e do Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos. A análise reuniu dados de 1,2 milhão de gestantes a partir de mais de 200 pesquisas realizadas entre 2021 e 2023.
A pesquisa apontou que a vacinação reduziu em 58% o risco de infecção. Entre as grávidas vacinadas, houve 34% menos partos prematuros antes das 28 semanas, 25% menos bebês natimortos, 17% menos casos de anomalias congênitas e 9% menos admissões em UTI neonatal.
Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a proteção é relevante, pois alterações fisiológicas da gestante tornam a covid-19 mais grave nesse grupo.
Dados do Ministério da Saúde indicam baixa cobertura vacinal. Neste ano, apenas 191 mil doses foram aplicadas em gestantes, contra 2,3 milhões em 2024.
A pasta informou que distribuiu 20,1 milhões de vacinas para estados e municípios em 2025, mas somente 6,8 milhões foram utilizadas em todos os públicos.
Especialistas destacam que a imunização materna também beneficia o bebê. Como recém-nascidos só podem ser vacinados a partir dos seis meses, a mãe transmite anticorpos que garantem proteção nos primeiros meses de vida.
Até 20 de setembro, foram registradas 1.125 mortes por covid-19 no Brasil, sendo 39 em crianças menores de 2 anos, segundo o Ministério da Saúde.
Médicos reforçam que a recomendação direta dos profissionais de saúde aumenta a adesão vacinal. A Febrasgo ressalta que informações científicas corretas são essenciais para combater a hesitação vacinal e ampliar a proteção das gestantes.








