Paraná confirma mais 11 mortes por dengue. Um dos casos é de Maringá

Combate a dengeue nos quintais é indispensável para combater os criadouros / Agência Estadual de Notícias

O Paraná confirmou mais 11 mortes por dengue na comparação com a semana anterior. Três pessoas residiam no município de Londrina. São uma mulher de 93 anos, portadora de diabetes, uma mulher de 55 anos, sem comorbidade associada, e uma jovem de 24 anos, também sem comordidade.

Dois óbitos são de moradores de Medianeira (uma mulher de 91 anos, sem comorbidade, e um homem de 89 anos, portador de diabetes e hipertensão arterial). Um óbito ocorreu em Foz do Iguaçu. É uma mulher de 57 anos, com sequelas de acidente vascular cerebral.

Teve um óbito em Cianorte de um homem de 74 anos, com várias doenças associadas, um óbito em Maringá de um homem de 29 anos, sem quadro de doenças associadas, além de um óbito em Alvorada do Sul de um homem de 72 anos, com hipertensão e um óbito em Florestópolis, de um homem de 76 anos, portador de hipertensão e um óbito em Quatro Pontes, de uma mulher de 85 anos, com diabetes.

Segundo o boletim da dengue divulgado nesta terça-feira (5/5) pela Secretaria de Estado da Saúde, o Paraná contabiliza 157.418 casos confirmados e 122 óbitos provocados pela doença.

A epidemia atinge 223 cidades, o que equivale a 55,8% dos municípios paranaenses. São cidades que apresentam, proporcionalmente, incidência maior que 300 casos autóctones por 100 mil habitantes.

Da semana anterior para esta, o número de casos confirmados aumentou 10,78%, com 15.320 novos registros. A atualização semanal também confirma 11 mortes por dengue que estavam em investigação.

O secretário de Estado da Saúde Beto Preto enfatiza à população a necessidade de manter um efetivo combate à dengue, mesmo neste período de enfrentamento da Covid-19.

“Os dados são preocupantes e o Governo do Estado mantém o alerta e a vigilância, apoiando as ações de combate e controle da dengue em todas as regiões e municípios. Mas temos que contar com o apoio da população, não esquecer do cuidado, mesmo neste período em que enfrentamos o coronavírus”, afirma.

O monitoramento deste período epidemiológico da dengue começou em julho de 2019 e segue até julho de 2020.

Em Paranaguá, por exemplo, a secretaria estadual promoveu um treinamento para profissionais da saúde sobre classificação de risco e manejo da dengue.

“A identificação precoce dos casos é fundamental para a tomada de decisões e implantação de medidas oportunas, visando principalmente evitar a ocorrência de óbitos”, disse o médico Enéas Cordeiro Filho, da Vigilância Ambiental da secretaria estadual, responsável pela capacitação.

O município de Paranaguá entrou para situação de epidemia a partir desta semana, com 521 casos autóctones, uma incidência de 339,05 casos por 100 mil habitantes.

A coordenadora de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, disse que as ações junto à 1ª Regional de Saúde (Paranaguá) foram reforçadas assim que o aumento de casos foi identificado e que a capacitação está entre as principais medidas neste momento.

Ela lembra que o município teve histórico de mais de 15 mil casos autóctones durante a epidemia de 2015 e 2016. “Por isso, nosso alerta é constante e estamos à disposição dos municípios para este apoio e fortalecimento das ações de controle”.

Além de Paranaguá, mais seis municípios atingiram o patamar de epidemia nesta semana: Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste, Campina da Lagoa, Kaloré, Sertanópolis e Leópolis.

Em situação de alerta são 24 municípios: Foz do Jordão, Ibaiti, Ibema e Entre Rios do Oeste passaram para o estágio nesta semana epidemiológica.

A situação de alerta indica que as cidades apresentam, proporcionalmente, a incidência de mais de 100 casos autóctones confirmados por 100 mil habitantes.

Segundo o boletim, 70 municípios registram casos de dengue grave.

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