Cerol em pipas motiva 20 denúncias em 15 dias à GM de Maringá

A Guarda Municipal de Maringá recebeu 20 denúncias de cerol em pipas em apenas 15 dias. O aumento das reclamações, que chegam em maioria de moradores do Jardim Tóquio, provocou uma reunião com representantes da GM, Polícia Militar, Polícia Civil, Conselho Tutelar e outras autoridades no final da manhã desta quinta-feira (1/8).

Ficou definido que a Prefeitura de Maringá vai intensificar as ações de combate ao uso de linhas cortantes na recreação com pipas. Vão ser realizadas operações conjuntas nos finais de semana e a administração municipal se comprometeu a organizar campanhas de conscientização.

Os relatos de moradores do Jardim Tóquio demonstram que no bairro há utilização de cerol, linha com cola e caco de vidro, e também da linha chilena, mistura de alumínio e quartzo, com poder de corte bem maior que a primeira.

“Existe comercialização dessas linhas até mesmo nas redes sociais, inclusive a venda para criança e adolescentes”, afirmou o presidente da Associação de Moradores de Bairro do Jardim Tóquio, Alcino Júnior.

Na segunda-feira (15/7) um motociclista teve o pescoço cortado na cidade. “Há alguns anos perdemos um guarda patrimonial em acidente com uma linha cortante. O objetivo não é proibir que pais e filhos se divirtam, mas que evitem materiais perigosos, principalmente a motociclistas e ciclistas”, advertiu a diretora da Guarda Municipal, Rosângela Panucci.

De acordo a lei municipal 6046/2003, a comercialização de cerol, quando se tratar de pessoa jurídica, sujeita o estabelecimento à multa de R$ 500, aplicada em dobro a cada nova reincidência, suspensão e até cassação do alvará de funcionamento.

O uso de cerol tem como penalidade multa de R$ 100 ao infrator e aplicada em dobro na reincidência. Será imposta aos pais e responsáveis nos casos de praticantes crianças e adolescentes.

A Guarda Municipal, Gerência da Juventude e Secretaria de Esportes e Lazer vão organizar uma atividade recreativa no Parque Alfredo Nyffeller no dia 11 de agosto.

Além de campeonatos, a ideia é criar ações de comunicação, com o uso de adesivos e cartazes sensibilizando a comunidade para os perigos do uso de linhas cortantes.

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