Após dois anos de investigação, seis pessoas são presas por roubo de 210 mil dólares em aeroporto de Londrina

Crime ocorreu em 2023, em uma escola de aviação no Aeroporto 14 Bis. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi atraída ao local por uma falsa negociação.

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    Seis pessoas foram presas nesta quarta-feira (5) suspeitas de envolvimento no roubo de 210 mil dólares ocorrido em agosto de 2023, no Aeroporto 14 Bis, em Londrina. A operação foi conduzida pela Polícia Civil do Paraná (PC-PR) após dois anos de investigação.

    De acordo com a polícia, os detidos são apontados como mentores e executores do crime, que aconteceu no estacionamento de uma escola de aviação. Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva em cidades do Paraná e de São Paulo, entre elas Curitiba, Cambé, Alvorada do Sul, Assis, Tarumã e Bady Bassitt.

    Durante as buscas, foram apreendidos armas, munições, dinheiro em espécie, celulares, eletrônicos e um veículo avaliado em R$ 350 mil. Uma sétima pessoa foi detida em flagrante por porte de drogas.

    Segundo o delegado Matheus Prado, uma das presas é dona de uma empresa de representação de bancos estrangeiros e teria atuado na organização do crime. A polícia também pediu a quebra de sigilos e o bloqueio de bens dos envolvidos.

    O caso ocorreu quando a vítima foi atraída ao local por uma falsa negociação. Conforme o delegado explicou em entrevista à RPC Londrina, o suposto cliente enviou a localização em tempo real para marcar um encontro, ao mesmo tempo em que repassou o endereço aos autores do roubo.

    No local, os suspeitos — vestidos com uniformes falsos da Polícia Civil — abordaram a vítima e levaram dinheiro, celulares e um computador. Um dos suspeitos morreu em confronto com a Polícia Militar (PM-PR) horas depois, em uma área rural da cidade.

    A análise do celular do homem morto revelou um grupo de mensagens chamado “operação felicidade”, onde os participantes combinavam detalhes da ação. A partir disso, os investigadores identificaram os demais envolvidos.

    Ainda conforme a polícia, há indícios de que o dinheiro tenha origem ilícita, já que a empresa ligada à vítima funcionava como fachada para movimentação de grandes valores.

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