Após determinação do TCE, vereadores pedem relatório sobre investimentos realizados pela Maringá Previdência

Requerimento protocolado na Câmara Municipal pede que autarquia apresente valor investido e histórico de rentabilidade de aplicações feitas em fundos classificados de “alto risco” pelo Banco Central. Vereador não descarta criação de projeto de lei para regramento de investimentos realizados pela Maringá Previdência.

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    Após o Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) determinar que a Maringá Previdência realize o resgate de pouco mais de R$ 4,3 milhões investidos em fundos classificados como de “alto risco” pelo Banco Central, a Câmara de Maringá quer ter acesso a um relatório sobre as aplicações. Um requerimento sobre o assunto foi protocolado no legislativo na última terça-feira (3).

    O pedido de informações é de autoria do vereador Willian Gentil (PP). No documento, o parlamentar questiona a autarquia municipal sobre “quais são os fundos de investimento objeto da decisão do TCE-PR”. No questionamento, o vereador indaga o valor aplicado, o histórico de rentabilidade dos últimos dois anos, o cronograma de resgate dos valores e como foi feita a “avaliação de risco”, isto é, a escolha sobre quais fundos receberiam os recursos, provenientes da aposentadoria dos servidores municipais.

    O TCE-PR identificou ao menos R$ 4,3 milhões em recursos da Maringá Previdência aplicados em fundos considerados ‘instáveis’ e que teriam dado prejuízo a outros investidores. Na mesma decisão, o Tribunal determina a abertura de um processo para identificar possíveis prejuízos obtidos pelo município com as aplicações. A Prefeitura nega que exista prejuízo contabilizado nos investimentos citados.

    A decisão ocorreu no julgamento, pela procedência, de Representação formulada pela Coordenadoria de Acompanhamento de Atos de Gestão (CAGE), unidade técnica do TCE-PR que fiscaliza os atos administrativos dos gestores públicos municipais de forma concomitante. A unidade técnica apontou irregularidades na gestão da autarquia previdenciária.

    Em entrevista ao Maringá Post, Gentil explica que o requerimento está sendo estudado junto com outros vereadores, que não descartam sugerir uma lei para definir regramentos sobre como o dinheiro da Previdência Municipal pode ser aplicado.

    “O objetivo é ver a questão da legalidade, se em algum ponto há erro, alguma irregularidade, para que a gente possa estar averiguando aqui junto com o legislativo. Baseado nas informações que a gente está solicitando para a Prefeitura, dependendo da resposta que a Prefeitura repassar, sim (podemos criar uma lei de regramento). Vamos estar nos reunindo juntamente com os vereadores aqui para debater mais o assunto e propor algo que venha a melhorar”, resumiu.

    A tendência é que a Maringá Previdência apresente as informações em resposta ao requerimento na semana que vem. O requerimento ainda não foi apreciado em plenário.

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