Quatro bancos privados demonstram interesse em assumir mais de R$ 500 milhões em dívidas da Prefeitura de Maringá

Na manhã desta quinta-feira (4), a Secretaria da Fazenda fez uma apresentação para instituições financeiras sobre as condições do negócio. Objetivo da Prefeitura é que os bancos assumam os compromissos vigentes e ofereçam condições mais vantajosas, com redução de juros e alongamento de prazo, para que o município pague a linha de crédito futuramente.

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    Ao menos quatro instituições financeiras privadas demonstraram interesse em assumir pouco mais de R$ 500 milhões em dívidas da Prefeitura de Maringá. Representantes de bancos e empresas de investimentos estiveram presentes na manhã desta quinta-feira (4) no “Maringá Day”, evento promovido pela Secretaria Municipal da Fazenda (SeFaz).

    O encontro, realizado no Paço Municipal, teve o objetivo de apresentar ao mercado financeiro as condições da linha de crédito que o município busca. Funcionará da seguinte forma: o banco vencedor assumirá os compromissos financeiros da Prefeitura e assumirá os pagamentos. Em troca, a instituição oferecerá condições mais vantajosas, com juros menores e alongamento de prazo, para que o Executivo pague pelos recursos, como se fosse um “empréstimo”.

    De acordo com dados da Secretaria Municipal da Fazenda, o município quer “se livrar” de aproximadamente R$ 531 milhões em dívidas. O montante total engloba cerca de R$ 370 milhões de curto prazo, que serão liquidadas nos próximos cinco anos.

    Representantes do Bradesco, Itaú Unibanco, Safra e XP compareceram ao Maringá Day. Segundo o secretário da Fazenda de Maringá, Carlos Augusto Ferreira, todas as instituições farão propostas para comprar a dívida do município. Ele estima uma economia que varia de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões em juros.

    “Nós estamos trocando o saldo da dívida, que é muito maior. Essa operação é muito maior do que a do Banco do Brasil e deve nos trazer de benefício, a gente não sabe, porque a gente não sabe quem vai ganhar, mas a gente estabeleceu qual o parâmetro máximo, entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões até o fim do mandato. É uma dívida histórica, todos os municípios têm, ela está cara. Então, o nosso fato é assim, nós temos que corrigir isso”, descreveu o secretário ao Maringá Post.

    O edital de chamamento para os bancos foi publicado no Diário Oficial do Município em 3 de novembro, com as instituições tendo até o dia 12 de dezembro para formular as propostas.

    Uma das exigências do chamamento é que os interessados ofereceram juros mensais menores do que os atualmente contratados. No edital, a Prefeitura lista quatro empréstimos contratados junto ao Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), programa da Caixa Econômica Federal, que teria a intenção de abater com o novo empréstimo. Todos eles têm taxas que variam entre 108% a 117% do CDI anual.

    Ainda conforme o secretário de Fazenda, a operação de crédito é uma das formas da Prefeitura “desafogar” o caixa e usar os recursos próprios para investir na cidade.

    “Todo esse mecanismo que nós começamos a pensar em janeiro é como é que a gente mitiga os riscos que vão vir com a reforma tributária. Um deles é reduzir o custo da dívida para investir numa nova matriz econômica. Se a gente não tem recurso, como eu reportei para vocês logo na posse, para fazer o investimento e eu não quero ter mais dívida, eu preciso usar o dinheiro que eu tenho em casa. Então é uma racionalização dessa estrutura financeira para dar fôlego para o município investir”, explicou.

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