Ainda sob investigação da PF, Carlos Augusto Ferreira retorna à Secretaria de Fazenda de Maringá

Ele deixou o posto em 16 de outubro, quando foi alvo de uma operação que investiga um possível esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.

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    Nesta sexta-feira (14), Carlos Augusto Ferreira retomou o cargo de secretário de Fazenda de Maringá, após quase um mês em afastamento voluntário.

    Ferreira deixou o posto em 16 de outubro, quando foi alvo da Operação Mafiusi, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um possível esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas.

    Agentes da PF cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do secretário e apreenderam três veículos de luxo. No mesmo dia, ele pediu licença temporária da Secretaria da Fazenda.

    Em nota, a prefeitura de Maringá afirma que, durante esse período de afastamento, o secretário prestou os esclarecimentos necessários às autoridades competentes e também à sociedade, apresentando em coletiva de imprensa a sua defesa.

    “O município destaca que não há qualquer impedimento legal, decisão judicial ou contestação por parte dos órgãos competentes das suas alegações, para que ele retorne às atividades. As investigações estão em andamento, com a garantia do direito à defesa. A gestão municipal reafirma a confiança nas instituições, no devido processo legal e na transparência dos atos públicos”, diz a nota.

    O secretário Carlos Augusto Ferreira também emitiu uma nota sobre o caso. Leia a seguir:

    “Informo que prestei todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, incluindo uma oitiva com o delegado responsável pelo caso e a entrega de documentos comprobatórios. Nossa equipe jurídica aguarda apenas o envio do áudio que me foi equivocadamente atribuído para concluir o laudo técnico, etapa fundamental para esclarecer definitivamente os fatos.

    Reafirmo meu compromisso com a verdade, com a transparência e com o devido processo legal. Estou confiante de que todos os esclarecimentos serão devidamente comprovados e que a justiça prevalecerá.”

    Até o momento, a Polícia Federal não se manifestou sobre o caso e não voltou atrás em relação à investigação.

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