Secretário de Fazenda pede devolução de automóveis apreendidos pela PF e não crava retorno ao cargo: “Vou pensar”

Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (24), Carlos Augusto Ferreira voltou a reforçar que é inocente e foi confundido em inquérito da Polícia Federal. Afastado das funções, secretário mostrou incômodo com a repercussão do caso, mas descartou atacar o trabalho dos agentes: “Eu acredito no erro humano”.

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    O secretário licenciado da Fazenda em Maringá, Carlos Augusto Ferreira, solicitou para a Polícia Federal (PF) a devolução de seus três automóveis de luxo que foram apreendidos na segunda fase da Operação Mafiusi, na semana passada. Um mandado de buscae apreensão foi cumprido na casa do secretário.

    Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (24), Ferreira voltou a reforçar que é inocente e não tem ligação com o crime investigado. Ele alega ter sido confundido com um homônimo: Carlos De La Cruz Hipólito, sócio da Pinbank com residência em Miami-EUA. Documentos obtidos pela reportagem mostram que o telefone que aparece no inquérito da PF e que é atribuído a Ferreira pertence, na verdade, a Hipólito.

    Apesar de estar convicto de que provará a inocência, Ferreira não garantiu que voltará ao comando da Secretaria de Fazenda. Segundo ele, a situação ainda está sendo analisada. Ele demonstrou incômodo com a repercussão do caso.

    “Eu já tenho uma petição pronta para solicitar a evolução dos meus pertences. […] Não cabe a mim fazer isso (adiantar o retorno à SeFaz), eu ainda estou dedicado às investigações e eu quero algo. Não preciso provar mais do que está provado. Se o prefeito disponibilizar, eu acho que o trabalho que eu estou fazendo é muito bom para a cidade. Eu tenho filhos e netos aqui. Eu queria que eles crescessem em um ambiente maravilhoso. Nós viemos para cá por excesso de assaltos e violência em São Paulo. Meus filhos estão criando meus netos aqui, eu adoraria poder ajudar. Mas se não for a vontade do prefeito e se a cidade não sentir alguma qualificação, paciência. Não sei ainda (se volto), eu vou pensar”, resumiu.

    Reforçando a tese de que a Polícia Federal errou na investigação, ele descartou atacar a instituição.

    “Eu estou fazendo um investimento muito importante. Sabe por quê? Porque a reputação da gente leva anos para construir. Uma pequena informação equivocada num erro de alguém vem e mancha o histórico. E é só o que a gente leva a algum lugar. Nenhuma instituição pública vai ser atacada por mim, porque eu acredito no erro humano. Eu acredito nisso, eu estou convicto nisso, disse.

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