Silvio Barros se pronuncia após operação envolvendo secretário de Fazenda

Prefeito afirma que secretário Carlos Augusto Ferreira pediu licença para colaborar com investigação sobre movimentações financeiras suspeitas envolvendo fintech.

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    O prefeito de Maringá, Sílvio Barros, se pronunciou nesta quinta-feira (17) sobre a operação da Polícia Federal (PF) que investiga o secretário municipal da Fazenda, Carlos Augusto Ferreira.

    “É claro que um assunto desta gravidade, envolvendo uma pessoa importante, precisa da manifestação do prefeito e aqui esclareço a minha posição. Antes de me pronunciar, porém, era preciso tomar conhecimento dos fatos, e é isso que tenho feito desde ontem”, escreveu Barros em uma publicação nas redes sociais.

    O prefeito afirmou ter acatado o pedido de licença do secretário “imediatamente”, para que ele possa acompanhar e colaborar com a apuração da denúncia.

    “Acatei o pedido de licença do secretário da Fazenda Carlos Augusto imediatamente para que ele possa tomar conhecimento e se dedicar à apuração da denúncia. No momento de sua nomeação, todas as certidões estavam regulares. Esse fato não possui qualquer relação com a atual gestão. Assim que tivermos todas as informações necessárias, a situação será reavaliada”, completou.

    A manifestação ocorre após a Operação Mafiusi, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (16), que investiga um possível esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas.

    Conforme a PF, Carlos Augusto Ferreira teria oferecido a estrutura de uma fintech de crédito para movimentações financeiras suspeitas. Durante o cumprimento dos mandados, três veículos de luxo foram apreendidos na casa do secretário, em Maringá.

    Ao todo, foram 12 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva em cidades do Paraná e de São Paulo. A 23ª Vara Federal de Curitiba também determinou o sequestro de cerca de R$ 14 milhões em bens dos investigados.

    Por meio de nota, a Prefeitura informou que o secretário pediu afastamento por tempo indeterminado para se dedicar à defesa e que o caso não tem relação com a administração municipal.

    Em comunicado separado, Carlos Augusto afirmou não ter tido acesso ao conteúdo do inquérito, mas disse que “nada ilícito” foi encontrado em sua residência. Ele reforçou que colaborou com as autoridades e que buscará acesso aos autos para prestar os esclarecimentos necessários.

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