Promotor Pedro Ivo descarta ato de improbidade e pede o arquivamento do inquérito do Hospital da Criança

Por: - 24 de janeiro de 2019
Cerimônia de anúncio da construção do Hospital da Criança de Maringá / Jonas Oliveira

O promotor Pedro Ivo Andrade decidiu pedir o arquivamento do inquérito do Hospital da Criança. A decisão foi tomada após o entendimento de que inexistem “elementos indicativos da prática de improbidade administrativa e de prejuízo ao erário”.

O parecer do promotor segue para homologação do Ministério Público. A investigação foi aberta em julho de 2018 a pedido do deputado estadual eleito Homero Marchese (Pros). A denúncia do então vereador também foi encaminhada ao Ministério Público Federal, onde continua em tramitação.

Para decidir pelo arquivamento, Andrade ouviu o secretário de Saúde Jair Biatto e avaliou os quatro questionamentos de Marchese. Ao final, entendeu que não foram apresentadas possíveis irregularidades, mas apenas “questionamentos acerca do convênio”.

O convênio do Hospital da Criança foi anunciado em dezembro de 2017 e assinado no dia 21 de fevereiro deste ano. Uma semana depois, no dia 28, foi feito o primeiro repasse de recursos pela prefeitura para a WFO, no montante de R$ 49 milhões.

O valor total do convênio é de R$ 158,6 milhões e foi firmado entre a Prefeitura de Maringá e a Organização Mundial da Família (WFO), com recursos do Ministério da Saúde e do Governo do Estado.

Esta semana, em entrevista ao Maringá Post, a médica e presidente mundial da Organização Mundial da Família (WFO), responsável pela construção do hospital, Deisi Kusztra, disse que a unidade ficará pronta até o final de 2019.

Os questionamentos foram feitos porque o cronograma de obras para o prolongamento da Avenida Brasil, onde o hospital é construído, prevê que a nova avenida fica pronta apenas no final de 2020.

Deisi Kusztra informou que as obras no hospital estão com três semanas de atraso por causa da chuvas nos últimos dias, mas que na próxima semana vão ser erguidas as primeiras colunas da estrutura.

A médica afirmou que não tem conhecimento de obras de prolongamento de vias na área externa do hospital. “Não tenho a menor ideia, não conheço o que está sendo feito ali na parte externa, mas definitivamente vamos terminar o projeto neste ano”, disse.

Ela também informou que vai solicitar mais integração entre a Organização Mundial da Família e as secretarias municipais envolvidas no projeto para obter mais informações sobre as obras que precisam ser feitas na área externa.

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