Chegam 12 conteiners de pré-moldados do Hospital da Criança de Maringá. “Comboios serão diários e obra ficará pronta em sete meses”, dizem autoridades

Por: - 26 de outubro de 2018
Guincho e contêiner com kits pr-e-moldados para montagem do Hospital da Criança / Vivian Silva - PMM

Os doze primeiros conteiners com os kits pré-moldados para a construção do Hospital da Criança de Maringá chegaram à cidade e, segundo a presidente da Organização Mundial da Família (OMF) Deise Kuztra, diariamente chegarão comboios com doze caminhões, vindos do Porto de Paranaguá.

A chegada dos primeiros kits foi marcada por uma solenidade realizada sob chuva no final da manhã desta sexta-feira (26/10) no antigo aeroporto, onde serão montados os pré-moldados importados dos Estados Unidos. Dezenas de autoridades locais, regionais e estadual estiveram presentes.

Deise informou que os 97 conteiners da primeira fase da montagem estão em Paranaguá e que virão em partes por dois motivos: “O Departamento Nacional de Estradas de Rodagem não permite comboios maiores e cada contêiner é numerado e deve ser colocado em um lugar especifico da obra”.

Outros 19 conteirners, segundo a presidente da OMF, “com equipamentos e materiais mais delicados, também já estão no oceano”. Ela afirmou que a montagem será orientada por técnicos vindos dos EUA e que terá início assim que as chuvas derem uma trégua de pelo menos duas semanas.

As autoridades que se pronunciaram na solenidade, como a governadora Cida Borghetti, prefeito Ulisses Maia e deputado federal Ricardo Barros afirmaram que a obra estará concluída entre sete e oito meses. Deise Kuztra, em entrevista, disse que nesse tempo “o hospital estará atendendo”.

O Hospital da Criança de Maringá é o 12º do país construído em parcerias governamentais com a OMF – o último foi montado em Brasília. Os recursos foram viabilizados pelos governos federal (R$ 90 milhões) e estadual (R$ 30 milhões), OMF (US$ 10 milhões) e município, que arcará com o custeio.

O hospital será municipal e caberá à prefeitura definir como será o gerenciamento da unidade, que terá um centro de pesquisas de doenças raras e 21 especialidades médicas, como oncologia infantil. Será entregue totalmente mobiliado e equipado.

Ricardo Barros, que na condição de ministro da Saúde viabilizou a parceria com a OMF, Estado e município, disse durante seu discurso que o gerenciamento deverá ser licitado pela prefeitura, “que terá que complementar a tabela do Sistema Único de Saúde”.

Deise Kuztra disse que o hospital deverá ter cerca de 200 médicos. O hospital, que será montado em terreno de 88 mil m² doado pela União, terá mais de 23 mil m² de área construída e 160 leitos. O orçamento gira em torno de R$ 160 milhões. “Temos 80 pedidos de hospitais como esse”, comentou a presidente.

O tom dos pronunciamentos foi de comemoração e de exaltação ao tempo recorde de todo o processo, que passou pela doação do terreno, realização do projeto, viabilização dos recursos pelos parceiros e do processo construtivo. “57% do projeto estão concluídos”, disse Deise.

O anúncio do hospital foi lançado às vésperas do Natal de 2017 e os convênios formalizados em março deste ano. A partir de então os kits construtivos passaram a ser feitos nos UEA e, agora, enquanto são montados, serão feitos os protocolos de operacionalização da unidade.

Ulisses contou que ao receber a ligação do então ministro Ricardo Barros “perguntando se eu topava fazer um Hospital da Criança em Maringá, em menos de um minuto respondi vamos sim. Os interesses da cidade e dos maringaenses estão acima das questões políticas”.

“O Centro de Pesquisas Raras e o Hospital da Criança de Maringá serão referências de excelência mundiais”, disse a governadora Cida Borghetti para cerca de 200 pessoas, entre as quais secretários municipais e estaduais, prefeitos, vereadores e empresários de Maringá.

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