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No quinto corte da entrevista ao Ponto a Ponto, o presidente do Secovi Noroeste, Marco Tadeu Barbosa, desmonta a ideia de que administrar um condomínio é uma função simples. Ao contrário — na visão dele, ser síndico é quase carregar uma cidade em miniatura nas costas.
O contraste entre prédios antigos e novos aparece logo no início do trecho: “O Edifício Michelangelo já tem escada enclausurada, parte elétrica adequada para tecnologia… e não tem tanta diferença de tempo para outros prédios.”
Essa observação expõe uma realidade pouco discutida: Maringá está envelhecendo, e seus prédios também.
Quando um prédio antigo se torna um desafio urbano
Marco cita o caso do Edifício Maria Tereza, onde um problema estrutural gerou pânico entre moradores: “Acharam que ia cair, e graças a Deus não era nada grave. Mas imagine a responsabilidade de um síndico num prédio daquele.”
Prédios mais antigos enfrentam uma série de dificuldades: instalações elétricas e hidráulicas ultrapassadas; ausência de infraestrutura moderna, como escadas enclausuradas; manutenção emergencial mais frequente; custos altos de adequação às normas atuais; lojas térreas que muitas vezes não pertencem ao condomínio.
Essa soma de fatores faz com que a função do síndico seja cada vez mais técnica, mais pesada e mais complexa.
Condomínios: ninguém quer pagar mais — nem no alto padrão
Marco comenta a resistência ao pagamento de condomínio: “Até condomínio de alto padrão… as pessoas não querem pagar condomínio caro.”
Esse comportamento gera dilemas importantes: moradores exigem melhorias; mas rejeitam aumento de custo; síndicos e administradoras ficam entre o dever legal e a pressão social; e o resultado pode ser atraso de obras essenciais.
Com mais prédios antigos e mais demandas de manutenção, as administradoras condominiais enfrentam um trabalho cada vez maior para equilibrar segurança; modernização; orçamento; e satisfação dos moradores.
“As administradoras têm um desafio muito grande de baixar esse custo.”
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Apresentação: Ronaldo Nezo









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