Colégio Platão reforça responsabilidade no atendimento de crianças com possíveis altas habilidades

Identificar altas habilidades ou superdotação exige diálogo com as famílias e o encaminhamento responsável a profissionais especializados.

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    Ao lidar com crianças que apresentam sinais de altas habilidades ou superdotação, o Colégio Platão de Maringá adota uma postura de cautela, diálogo e responsabilidade. O objetivo é acolher as famílias sem criar falsas expectativas e, ao mesmo tempo, garantir que os alunos recebam a atenção necessária para o seu desenvolvimento.

    Segundo a coordenadora pedagógica Maria Lúcia Zapata Lorite Tavares, é comum que os pais cheguem à escola já com suspeitas ou dúvidas sobre os filhos.

    “Às vezes eles nos procuram perguntando diretamente: ‘meu filho é autista? Meu filho é superdotado?’. Mas escola não dá laudo. O que fazemos é observar, dialogar e, quando necessário, encaminhar para avaliação com especialistas”, explica.

    Maria Lúcia lembra que essa responsabilidade exige um olhar atento não apenas para as questões cognitivas, mas também para as dimensões sociais e emocionais. “A criança é um ser social, cheia de emoções. Precisamos considerar também o meio em que ela vive, como é a família, como é alimentada culturalmente e quais estímulos recebe. Muitas vezes, o destaque que aparece na escola está relacionado a uma grande estimulação em casa”, observa.

    No Platão, o trabalho é coletivo: envolve desde a equipe pedagógica até funcionários de diferentes setores. A proposta é manter um olhar individualizado para cada aluno, garantindo um ambiente de acolhimento e desenvolvimento integral.

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