Ministério Público instaura inquérito para investigar contrato de R$ 4 milhões da Prefeitura de Maringá para a compra de cestas básicas

Promotoria de Justiça de Maringá acatou, na terça-feira (10), denúncia formulada pelo gabinete do vereador Daniel Malvezzi (Novo). Contrato com empresa de Paiçandu foi firmado sem licitação no mês de fevereiro.

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    O Ministério Público do Paraná (MP-PR) instaurou, na terça-feira (10), um inquérito para investigar um contrato, de R$ 4,1 milhões, firmado pela Prefeitura de Maringá para a compra de cestas básicas. A informação foi confirmada à reportagem pelo órgão de fiscalização.

    O MP, por meio de 20ª Promotoria de Justiça de Maringá, acatou uma denúncia formulada pelo gabinete do vereador Daniel Malvezzi (Novo) e protocolada no dia 4 de março. No documento, o parlamentar questiona os valores desembolsados pelo município no contrato, firmado sem licitação com uma empresa de Paiçandu.

    Ao todo, o município estima as compras de até 24 mil cestas básicas ao custo unitário de R$ 170 cada. Os itens, conforme o contrato, deverão ser entregues nos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) da cidade, onde serão repassados para famílias cadastradas e em situação de vulnerabilidade. A contratação é sob demanda, ou seja, o município irá adquirir as cestas conforme solicitação das unidades.

    Conforme a denúncia, Malvezzi cita que uma pesquisa oficial do Procon de Maringá, referente a fevereiro de 2026, apontou preços médios de cestas básicas em R$ 143,71 no mercado local, sendo que a mais barata encontrada foi de R$ 130,12. Ainda segundo argumentado na denúncia, “considerando a quantidade máxima prevista na contratação, de até 24 mil cestas, a diferença entre o valor contratado e o menor preço identificado no mercado pode representar cerca de R$ 1 milhão” a mais em recursos públicos.

    Desde 2022, a Prefeitura não realizava a entrega de cestas básicas para famílias em vulnerabilidade, com os cadastrados recebendo um cartão alimentação, credenciado em uma rede de supermercados. Procurado pelo Maringá Post, o município citou, no dia 24 de fevereiro, um problema com os cartões para justificar a compra direta dos itens.

    Segundo apurado pela reportagem, a Prefeitura ainda não foi oficialmente comunicada da abertura do inquérito.

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