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A Câmara Municipal de Maringá aprovou por unanimidade, em sessão extraordinária realizada na noite de terça-feira (17), os projetos de lei que regulamentam o reajuste salarial dos servidores públicos municipais. As propostas fazem parte da Campanha Salarial 2026, conduzida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (SISMMAR).
Entre as medidas aprovadas está o reajuste de 4,5% para todos os servidores, além da correção no vale-alimentação, que passa de R$ 528 para R$ 551, com redução escalonada da contrapartida para os trabalhadores com menores salários.
No entanto, a redação do projeto, que trata da instituição do piso municipal para 18 grupos de servidores, gerou questionamentos. Diferentemente do que havia sido discutido anteriormente entre sindicato e administração, o texto foi encaminhado pelo Executivo como “abono social”, o que, segundo publicação do SISMMAR, surpreendeu vereadores, dirigentes sindicais e servidores.
De acordo com o sindicato, o conteúdo não constava previamente na pauta e precisou ser analisado em plenário junto aos parlamentares, que também demonstraram preocupação com a alteração. Apesar disso, os projetos foram aprovados em razão da necessidade de garantir a aplicação dos reajustes ainda neste mês de março.
A entidade também destacou que a consolidação do piso depende da incorporação ao vencimento básico, com impacto direto em adicionais, gratificações e aposentadoria, e afirmou que a forma de apresentação do projeto não corresponde ao que vinha sendo debatido com a categoria.
Resposta
Em nota, a Prefeitura de Maringá afirmou que “piso é o valor e o abono é a forma de pagar”. Segundo o Executivo, o novo piso mínimo será de R$ 2.407,90, substituindo o menor salário anteriormente pago, de R$ 1.770,17, e beneficiando 18 categorias de servidores.
A administração municipal destacou ainda que o piso incide sobre o terço de férias e o décimo terceiro salário. De acordo com a nota, o modelo adotado prevê o pagamento do piso no vencimento básico, permitindo que gratificações e adicionais por tempo de serviço continuem sendo pagos separadamente, o que pode resultar em remuneração superior à de modelos tradicionais, sendo o maior ganho real dos últimos 13 anos.









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