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Cerca de dois mil tutores aguardam na fila em Maringá para terem acesso a castrações gratuitas para seus animais. Os dados são da Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal, disponibilizados ao Maringá Post nesta quarta-feira (26).
Ainda conforme números da pasta, de janeiro a novembro de 2025 a cidade realizou 6,1 mil castrações gratuitas. Além das já realizadas, outros 351 procedimentos já estão agendados e outros 236 autorizados para agendamento.
Em entrevista ao Maringá Post, o secretário de Proteção e Bem-Estar Animal de Maringá, Wlademir Garbuggio, explicou como funcionam as castrações na cidade. Atualmente, o município tem convênios com 10 clínicas veterinárias particulares, que recebem por procedimento. Cada uma está credenciada a realizar até 50 castrações por mês, totalizando 500 procedimentos mensais.
“Todos os animais sem raça definida têm direito ao procedimento. Aquela pessoa que também recebeu por adoção algum animal, mesmo que de raça, mas comprovar que veio por adoção, ele também pode ter direito às castrações. Tudo é feito através do aplicativo Pets, a pessoa cadastra o animal e faz a solicitação, entrando para uma lista de espera. Nós temos uma licitação esse ano de 500 castrações por mês entre cães e gatos e, até o fim de dezembro, a possibilidade de realizar mais uns 500 procedimentos”, disse.
O secretário admite que, o número de cirurgias ofertadas atualmente não é o suficiente para atender a atual demanda. Para o ano que vem, no entanto, está previsto um aumento de 25% na oferta de castrações. O número poderá ser ampliado ainda mais, uma vez que a Prefeitura planeja lançar um edital para a contratação de hospitais veterinários conveniados. O serviço também poderá ser ofertado por meio das clínicas veterinárias das universidades. Caso isso saia do papel, a expectativa é de que a oferta atual seja dobrada, de 500 para até 1 mil castrações mensais.
“A demanda é um pouco maior, hoje a gente tem em torno de 2.000 pessoas na fila de espera. Então nós estamos fazendo um edital para contratar um hospital público veterinário. Através do hospital a gente teria condições de estar fazendo pelo menos 1.000 castrações por mês, que seria próximo ao ideal”, explicou.
Cidade pode ter próximo de 200 mil animais de estimação
Com apoio da Prefeitura, acadêmicos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Uningá estão realizando um levantamento do número de cães e gatos na Cidade Canção. De acordo com Garbuggio, a tendêndia é de que o município tenha aproximadamente 200 mil animais.
Segundo ele, o estudo poderá apontar quandos desses pets já são castrados e quais regiões da cidade demandam maior atenção das políticas públicas da Secretaria.
“A gente vai ficar sabendo desses animais quantos não são castrados, para que a gente possa daí então fazer novas políticas públicas para ver qual a região que mais tem animais não castrados, onde a gente precisa intensificar a castração. Então vai ajudar bastante nas políticas públicas para os animais da cidade”, afirmou.









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