Moradores do Jardim Campos Elíseos lotam Câmara de Maringá em defesa do bairro

Em audiência pública, a comunidade pediu que a Prefeitura e o Estado revejam a instalação da Casa de Semiliberdade e reforçou o apelo por segurança e diálogo antes de qualquer decisão.

  • Na noite desta quarta-feira (29), a Câmara Municipal de Maringá acolheu uma audiência pública convocada com grande presença de moradores do Jardim Campos Elíseos, que compareceram em massa para manifestar suas preocupações e críticas à atual gestão municipal. O tema central foi a retomada da construção da unidade da Casa de Semiliberdade para adolescentes infratores, no terreno localizado na Avenida Tuiuti.

    Durante o encontro, os moradores reafirmaram seu posicionamento contrário à instalação da unidade naquela região, sob alegação de falta de segurança, impacto na vizinhança e ausência de diálogo prévio. A mobilização contava com faixas, cartazes e discursos contundentes de representantes comunitários que reclamaram da “decisão unilateral” da prefeitura e do governo estadual.

    Em contraponto, a administração municipal informou que a “Casa de Semiliberdade” é uma demanda do Estado, e que o local seria estrategicamente escolhido por sua proximidade com escola e unidade de saúde.

    Também mencionou visitas técnicas a unidades semelhantes em cidades vizinhas para garantir que não haveria impacto negativo à vizinhança. Contudo, muitos moradores e lideranças locais frustraram-se com o tom de justificativa e reivindicaram que a prefeitura ouvisse previamente a comunidade antes de homologar o projeto.

    A audiência contou com a presença dos vereadores Professor Pacífico, Sidnei Telles, Diogo Altamir e Daniel Malvezzi, que reforçaram o compromisso de levar à mesa municipal as demandas do Jardim Campos Elíseos e de dialogar com os órgãos competentes. A presidente da Câmara de Maringá, vereadora Majô, abriu os trabalhos da audiência pública.

    Comentários estão fechados.