Prefeitura planeja investir até R$ 8 milhões em reformas dentro do Parque do Ingá em 2026

Valor está na relação das “Obras Orçadas”, anexo ao texto da Lei Orçamentária Anual (LOA) que ainda está em elaboração. Rúbrica destinada a intervenção, no entanto, garante apenas R$ 900 mil para os projetos. Discussão ocorre em meio a possibilidade de concessão do espaço.

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    A Prefeitura de Maringá planeja investir até R$ 8 milhões em reformas dentro do Parque do Ingá para 2026. Ao menos é o que prevê a relação das “Obras Orçadas”, planilha com as intervenções previstas em cada Secretaria e que faz anexo com o texto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, ainda em fase de elaboração. A planilha está disponível para consulta no Portal da Transparência.

    A reforma do Parque do Ingá é descrita nos projetos previstos pelo Instituto Ambiental de Maringá (IAM). Para o próximo ano, a autarquia estima R$ 2,1 milhões em reformas de áreas comuns de parques. Para o Parque do Ingá, o descritivo traz a necessidade de intervenções no antigo museu, espaço zen, espaço palco, além de melhorias de infraestrutura.

    Apesar da projeção de até R$ 8 milhões de custo, a rúbrica destinada ao Parque garante, até o momento, apenas R$ 900 mil. De acordo com o documento, “a diferença será suplementada por superávit”.

    Em entrevista ao Maringá Post nesta quinta-feira (25), o secretário da Fazenda de Maringá, Carlos Augusto Ferreira, explicou que o Parque tem recursos vinculados, desde 2024, na ordem de R$ 5,8 milhões, que devem garantir a suplementação necessária.

    “O Parque do Ingá tem recursos vinculados que vem desde 2024 da ordem de R$ 5,8 milhões. Tem uma regra para alocar esse recurso. Em 2025, se nós agregarmos o que falta de superávit, ele vai chegar perto de R$ 8 milhões. O parque esse ano voltou a operar de forma mais relevante em que se refere aos quiosques e os demais serviços que estão lá dentro. Eu não sei de precisar quais são as obras que o Instituto (IAM) deve executar, porque a gente recebe essa dotação da própria área. […] Ele já tem computado R$ 5,8 milhões garantidos e se somarão a esse, em 2025, o saldo para chegar a R$ 8 milhões. Não há nenhum risco de que esses recursos não sejam disponibilizados para esse fim (a reforma)”, afirmou.

    A previsão das obras ocorre em um momento que o Executivo discute a concessão da área de preservação para a iniciativa privada. Em entrevista ao Maringá Post no mês de agosto, o prefeito Silvio Barros (PP) chegou a comentar que três empresas já haviam manifestado interesse no projeto e que um possível edital seria publicado ainda em 2025.

    “Está caminhando (o projeto de concessão). Nós estamos agora na fase de elaboração do edital. O BNDES tem um programa de elaboração e estruturação de concessões para parques estaduais, municipais e federais. Nós estivemos aqui com os representantes da Caixa para que eles nos ajudem a fazer a estruturação do negócio para o Parque do Ingá e isso está andando. Inclusive, já tivemos visita de três possíveis interessados em entrar na concorrência quando o edital for publicado. Então não só andou aqui dentro, como a notícia andou aí por fora também e já tem gente interessada em avaliar a possibilidade de participar da nossa licitação, o que significa dizer que não vai ser uma licitação deserta. […] Esse edital tem que sair esse ano. Isso é exigência para a qual eu não pretendo abrir mão”, disse o prefeito, em entrevista ao Maringá Post em agosto.

    A reportagem entrou em contato com a Prefeitura para questionar o andamento do edital de concessão. O município se manifestou por meio de nota. Leia na íntegra:

    “A previsão orçamentária constante na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026 para o Parque do Ingá não tem relação com o processo de concessão. O valor orçado refere-se a intervenções de infraestrutura identificadas em levantamentos técnicos realizados pelo Instituto Ambiental de Maringá (IAM), que visam garantir condições adequadas de funcionamento, segurança e atratividade do espaço, independentemente do modelo de gestão futura.

    Os estudos da concessão encontram-se em fase de conclusão. É importante destacar que todas as intervenções e investimentos que vierem a ser atribuídos à futura concessionária não serão executados pela Prefeitura. Por outro lado, cabe ao município assegurar melhorias estruturais prévias para garantir viabilidade, liquidez e maior atratividade ao processo licitatório de concessão.

    Quanto à dotação orçamentária, a LOA registra inicialmente o valor de R$ 900 mil, com previsão de suplementação de até R$ 8 milhões mediante utilização de superávit financeiro, mecanismo usual previsto pela legislação orçamentária. A técnica de registro dessa forma confere flexibilidade à execução, sem comprometer o planejamento do investimento. Caso não haja a abertura de crédito suplementar, o Instituto Ambiental de Maringá (IAM) poderá reavaliar o cronograma e a amplitude das intervenções, sempre em conformidade com a disponibilidade financeira e respeitando a responsabilidade fiscal.”

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