Maringá: Câmara derruba veto da Prefeitura a projeto sobre divulgação de atendimentos realizados nas unidades de Saúde

Texto, que prevê a divulgação da quantidade mensal de atendimentos realizados em todas as unidades de Saúde do município, foi aprovado em três discussões pelo legislativo no mês de julho. Prefeitura havia solicitado veto total ao texto alegando “dificuldades operacionais”, mas vereadores rejeitaram com 18 votos.

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    A Câmara de Maringá rejeitou, por 18 votos, um veto da Prefeitura a um projeto de lei que prevê a divulgação mensal da quantidade de atendimentos realizados em todas as unidades de Saúde do município. O texto foi votado na sessão desta terça-feira (2).

    A Prefeitura havia solicitado o veto total ao texto, aprovado pela Câmara em três discussões ainda em julho. O projeto, de autoria do vereador Diogo Altamir (PSDB), havia sido protocolado ainda em janeiro, mas recebeu um substitutivo com sugestões da própria Prefeitura antes da tramitação avançar.

    Conforme o texto, o Executivo deverá disponibilizar, no último dia de cada mês, uma relação de cada unidade contendo:

    • número total de atendimentos realizados no mês;
    • número de faltas dos pacientes aos atendimentos previamente agendados;
    • classificação dos atendimentos por tipo (consultas, exames, procedimentos, entre outros);
    • número de atendimentos discriminado por especialidade médica;
    • tempo médio de espera para atendimento por especialidade;
    • índice de satisfação dos usuários, quando disponível, com base em pesquisas realizadas;

    Ainda de acordo com o projeto, as informações serão disponibilizadas no site da Prefeitura de Maringá, com compartilhamento nas redes sociais e também de forma impressa, nas próprias unidades de Saúde.

    No pedido de veto aos vereadores, a Prefeitura argumentou “dificuldades operacionais enfrentadas no momento, especialmente quanto à integração com o sistema atualmente utilizado” como razões que impedem o cumprimento da lei.

    Para o autor do projeto, Diogo Altamir (PSDB), não trata-se de um texto difícil de ser cumprido, uma vez que as informações que ele solicita tratam-se de dados que as unidades de Saúde já geram diariamente.

    “As informações já existem. O pessoal da UBSs, as diretoras, elas já divulgam essa informação para o Executivo, só que eu quero colocar elas n Portal de Transparência. […] Se o veto não for derrubado, eu penso em reformular o texto para dar mais prazo para que seja cumprido”, disse ao Maringá Post.

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