Reposição das aulas perdidas em greve da rede estadual vai ser definida por escolas. UEM faz assembleia na quarta

Por: - 15 de julho de 2019
Das 33 escolas da rede estadual de ensino de Maringá, 23 retomam as aulas na segunda-feira (22/7), para reposição do período de greve dos professores e funcionários / Murillo Saldanha

Na tarde desta segunda-feira (15/7) a Secretaria de Estado da Educação (Seed) e a App-Sindicato definiram em reunião que cada escola vai definir a própria metodologia para a reposição das aulas suspensas durante a greve.

A orientação é que as escolas decidam coletivamente com os professores, funcionários, alunos e conselho escolar qual a melhor forma de regularizar o calendário escolar. As escolas estaduais entraram em período de recesso nesta segunda-feira (15/7).

As sugestões são de que as escolas podem iniciar a reposição a partir de segunda-feira (22/7), quinta-feira (25/7) ou, ainda, realizar aulas aos sábados durante o segundo semestre.

As faltas que tenham sido lançadas na ficha funcional por ocasião da greve, entre os dias 25 de junho e 12 de julho, vão ser retiradas, segundo a App-Sindicato.

Também foi definido na reunião que professores e estudantes que estiverem em viagem ou que tenham compromissos durante o recesso escolar vão ter a possibilidade de realizar a reposição em outras datas.

A decisão da App-Sindicato de suspender a greve nas escolas estaduais foi tomada em assembleia na manhã de sábado (13/7), um dia depois do governador Ratinho Junior fazer uma nova proposta de reajuste, com reposição de 2% em janeiro de 2020.

Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), a proposta do Governo do Paraná vai ser analisada em assembleia geral unificada convocada para a quarta-feira (17/7), às 14h30, no Restaurante Universitário (RU).

A assembleia unificada é composta pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Associação dos Docentes da UEM (ADUEM), Associação dos Funcionários da UEM (AFUEM) e da Seção Sindical dos Docentes da UEM (SESDUEM).

A greve na instituição foi aprovada em assembleia unificada realizada no dia 26 de junho e o calendário acadêmico da UEM está suspenso. A paralisação na universidade também afetou alguns dos serviços do Hospital Universitário. O agendamento de novas cirurgias eletivas, por exemplo, se encontra suspenso.

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