APP-Sindicato aprova suspensão da greve nas escolas estaduais até 10 de agosto. Reunião discute reposição das aulas

Por: - 13 de julho de 2019
Assembleia na manhã deste sábado (13/7) em Curitiba / Divulgação APP-Sindicato

Na segunda-feira (15/7), quando começaria o recesso escolar na rede estadual de ensino, os professores e servidores voltam ao trabalho. Na manhã deste sábado (13/7), em frente ao Palácio do Iguaçu, em Curitiba, cerca de 2 mil professores e funcionários decidiram em assembleia pela suspensão da greve nas escolas estaduais até o dia 10 de agosto.

A decisão foi motivada pelo anúncio de reajuste feito nesta sexta-feira (12/7) pelo Governo do Paraná, que dava como certo o fim da paralisação. Nesta segunda-feira (15/7), os trabalhadores vão debater com a Secretaria de Estado da Educação (Seed) um calendário de reposição dos dias parados. O governo informou que não vai descontar os salários.

Uma nova assembleia da APP-Sindicato vai ser realizada no dia 10 de agosto, logo após o retorno do recesso da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O objetivo vai ser o acompanhamento da tramitação do projeto de lei sobre a reposição salarial e o andamento de outros pontos das negociações. Segundo a APP-Sindicato, a categoria pode aprovar o retorno à greve.

A greve nas escolas estaduais teve início no dia 25 de junho, quando houve uma convocação geral do Fórum das Entidades Sindicais (FES), que reúne sindicatos das áreas da educação, segurança pública, saúde, meio ambiente, agricultura e outros departamentos do serviço público estadual.

“A maioria compreendeu que a greve foi um movimento vitorioso pela organização da categoria e a unidade dos servidores. Discordamos dos números do governo e vamos continuar acompanhando a evolução da receita que já apresenta crescimento”, avalia o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão.

Pela proposta do Governo do Paraná, o índice de 4,94% referente a inflação de abril de 2018 a maio de 2019, vai ser parcelado, com pagamento de 2% em janeiro de 2020, 1,5% em janeiro de 2021 e 1,5% em janeiro de 2022.

Na proposta anterior, o governo havia proposto 0,5% em outubro de 2019, 1,5% em março de 2020 e condicionou a possibilidade de pagar o restante, em 2021 e 2022, ao crescimento da receita corrente líquida.

Também consta a correção do auxílio-alimentação e do auxílio-transporte, a partir de abril de 2019, e a complementação do salário mínimo regional, a partir de fevereiro de 2019; concursos públicos; pólos de perícia médica no interior do estado; manutenção do método atual da de eleição de diretores; e instituição de comissões entre governo e sindicatos para encaminhar questões relacionadas ao Processo Seletivo Simplificado, atendimento à saúde e contratação de servidores.

Os técnicos e professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) ainda não definiram quando vão se reunir em assembleia para avaliar a nova proposta do Governo do Paraná.

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