Greve na UEM é aprovada por tempo indeterminado. Reitoria pede manutenção de serviços essenciais

Por: - 26 de junho de 2019
Cerca de 80% dos participantes da assembleia aprovaram a greve na UEM na quarta-feira (26/6) / Valdete da Graça

Técnicos e professores aprovaram a greve na UEM por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia unificada na manhã desta quarta-feira (26/6). O indicativo de greve na UEM havia sido aprovado no dia 18 de junho e só foi confirmado.

Cerca de 80% das pessoas que participaram da discussão no Restaurante Universitário da Universidade Estadual de Maringá votaram a favor da paralisação.

A assembleia unificada é composta pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Associação dos Docentes da UEM (ADUEM), Associação dos Funcionários da UEM (AFUEM) e da Seção Sindical dos Docentes da UEM (SESDUEM).

Os técnicos e professores cobram do Governo do Paraná a recomposição salarial com base na inflação dos últimos doze meses, de 4,94%.

De acordo com os sindicatos, os portões da UEM vão ser fechados até que o governo faça uma contraproposta de recomposição salarial.

Por meio de nota, a Reitoria da UEM se solidarizou à decisão dos técnicos e professores. Ao mesmo tempo, demonstrou preocupação com os serviços essenciais da instituição, como o funcionamento do Hospital Universitário e a restrição ao direito de ir e vir.

“Nossa preocupação agora é manter as atividades essenciais em funcionamento, bem como a preservação do direito de ir e vir, mantendo o acesso à Universidade. Nesse sentido, iremos dialogar com o comando do movimento grevista para, juntos, encontrarmos uma solução possível.

A Reitoria da UEM também se dispõe a contribuir, junto com os demais reitores das universidades estaduais paranaenses, na interlocução com o Governo do Estado buscando sempre o diálogo e a negociação quanto à pauta apresentada pelo movimento grevista, cujo ponto principal é a reposição de parte das perdas salariais”.

As manifestações da UEM reforçam o movimento deflagrado na terça-feira (25/6) pelos professores e servidores das escolas estaduais de Maringá. Parte dos funcionários da rede estadual de ensino está em greve.

O grupo fez nova manifestação na manhã desta quarta-feira (26/6) em frente ao Núcleo Regional de Educação de Maringá.

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