Assembleia unificada nesta quarta decide se vai ter greve na Universidade Estadual de Maringá

Por: - 25 de junho de 2019
Restaurante Universitário vai ser palco da assembleia unificada / Divulgação/UEM

A partir das 8 horas desta quarta-feira (26/6), técnicos e professores da UEM se reúnem em assembleia unificada no Restaurante Universitário para decidir se vai ter greve na Universidade Estadual de Maringá.

Na terça-feira (18/6), um indicativo de greve foi aprovado pela instituição. Agora, é preciso decidir se a paralisação vai ser deflagrada a partir desta quarta-feira (26/6).

A assembleia unificada é composta pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Associação dos Docentes da UEM (ADUEM), Associação dos Funcionários da UEM (AFUEM) e da Seção Sindical dos Docentes da UEM (SESDUEM).

A principal reivindicação dos técnicos e professores da UEM é o pagamento da data-base em 2019. O reajuste pleiteado para recompor a inflação dos últimos doze meses é de 4,94%. E há uma reivindicação de reajuste de mais 1% em outubro e 1% no mês de dezembro.

Nesta terça-feira (25/6), em Maringá, foi deflagrada a greve nas escolas estaduais. Na cidade, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Paraná (APP-Sindicato), cerca de 40% dos servidores aderiram à greve.

O sindicato informou que apenas o Colégio de Aplicação Pedagógica da Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi fechado totalmente.

Levantamento preliminar do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Maringá, realizado em 16 dos 33 colégios estaduais da cidade, mostra que 118 professores não compareceram às escolas e 1.817 alunos ficaram sem aula na manhã desta terça-feira (25/6).

A APP-Sindicato informou que nesta quarta-feira (26/6) vai ter nova manifestação em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, a partir das 9 horas. E, por volta das 11 horas, representantes dos servidores vão ter reunião de negociação com o governo.

Nesta terça (25/6), a Associação dos Delegados de Polícia Civil do Paraná (Adepol-PR), que comanda as manifestações das classes policiais, informou que o Governo do Estado se comprometeu a apresentar uma proposta oficial de reajuste até a próxima semana. Com isso, a categoria recuou.

Sem mencionar diretamente as manifestações dos servidores estaduais, o Governo do Paraná divulgou uma nota nesta segunda-feira (24/6) para informar que o salário médio do funcionalismo no Estado cresceu desde 2016, mesmo sem a concessão direta de reajustes nos salários.

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