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Maringá está entre as 38 cidades do Paraná que começaram a receber gratuitamente o implante subdérmico contraceptivo de etonogestrel pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O dispositivo, conhecido comercialmente como Implanon NXT, é reversível, tem eficácia de até três anos e permite retorno rápido da fertilidade após a remoção.
O Paraná recebeu 25.620 unidades do implante, distribuídas integralmente aos municípios nesta primeira fase. A previsão é de que, no próximo semestre, o método esteja disponível em todas as 22 Regionais de Saúde do estado, ampliando o acesso ao planejamento reprodutivo de adolescentes e mulheres em idade fértil.
Para garantir aplicação segura, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Ministério da Saúde, promoveu uma oficina de qualificação com cerca de 150 profissionais, incluindo médicos, enfermeiros e gestores municipais. O treinamento abordou a inserção e retirada do implante em braços anatômicos, distribuição de kits e orientações sobre fluxos assistenciais e organização dos serviços.
O implante se soma aos métodos contraceptivos já oferecidos pelo SUS, como DIU de cobre, pílulas, injetáveis, preservativos, laqueadura e vasectomia. A medida busca reduzir gestações não planejadas, considerando que entre 33% e 40% das gravidezes avaliadas pela Pesquisa Nascer no Brasil II (2021/2023) não foram planejadas.
Entre os 38 municípios contemplados na primeira fase estão:
- Almirante Tamandaré, Apucarana, Arapongas, Araucária, Cambé, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Mourão, Cascavel, Castro, Cianorte, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Ibiporã, Irati, Londrina, Marechal Cândido Rondon, Maringá, Medianeira, Palmas, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Pinhais, Piraquara, Ponta Grossa, Prudentópolis, Rolândia, São José dos Pinhais, Sarandi, Telêmaco Borba, Toledo, Umuarama e União da Vitória.
De acordo com Carolina Poliquesi, chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Sesa, a iniciativa garante mais opções para mulheres que não podem usar outros métodos contraceptivos e fortalece a atenção primária à saúde.
“A incorporação do implante amplia o cuidado, reduz desigualdades regionais e garante acesso a uma tecnologia moderna e segura”, afirmou.






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