Secretaria da Saúde investiga morte suspeita por intoxicação de metanol no Paraná

Caso ocorreu em Foz do Iguaçu; estado já confirmou quatro casos da substância em 2025.

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    A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) investiga um possível óbito por intoxicação de metanol no Paraná. A suspeita envolve um homem de 59 anos, morador de Foz do Iguaçu, que deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na terça-feira (14) após relatar consumo de bebida alcoólica. Ele não resistiu e morreu ainda no local. Amostras foram coletadas para exame laboratorial, e o resultado está em análise.

    O estado contabiliza 17 notificações de intoxicação por metanol até o momento, sendo quatro casos confirmados, 12 descartados e um óbito em investigação. Todos os casos confirmados ocorreram em Curitiba. Dois pacientes já receberam alta, e outros dois permanecem internados — uma mulher de 41 anos, em estado grave, e um homem de 60 anos, com quadro estável.

    Um caso suspeito registrado em Piraquara, de um homem de 41 anos, foi descartado nesta quarta-feira (15).

    O secretário em exercício da Saúde, César Neves, afirmou que o estado mantém vigilância sobre os casos.

    “Há um trabalho contínuo de monitoramento, fiscalização e notificação. Todos os órgãos estão mobilizados para esclarecer a situação”, disse durante audiência na Assembleia Legislativa.

    Antídotos e tratamento

    A Sesa recebeu do Ministério da Saúde 84 frascos de fomepizol, medicamento usado como antídoto para intoxicação por metanol, além de 360 ampolas de etanol farmacêutico. O governo estadual também adquiriu 424 ampolas adicionais, que devem ser entregues ainda nesta semana.

    Quatro pacientes paranaenses já receberam o tratamento. O envio dos antídotos é feito diretamente aos hospitais que notificam os casos ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). A escolha do medicamento e a dosagem dependem da avaliação clínica e laboratorial de cada paciente.

    Sintomas e orientações

    A substância não tem cheiro nem sabor, o que dificulta sua identificação em bebidas adulteradas. Os sintomas costumam surgir entre 6 e 72 horas após a ingestão e podem ser confundidos com os de uma ressaca.

    Sinais iniciais: dor de cabeça, náusea, vômito, tontura, sonolência e confusão mental.
    Sinais graves: dor abdominal intensa, alterações visuais, dificuldade para respirar, convulsões e perda de consciência.

    A Sesa orienta que qualquer pessoa com sintomas procure atendimento médico imediatamente. Casos suspeitos devem ser comunicados aos Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) do Paraná:

    • Curitiba: 0800 041 0148
    • Londrina: (43) 3371-2244
    • Maringá: (44) 3011-9127
    • Cascavel: (45) 3321-5261

    Prevenção

    A Secretaria reforça que as bebidas devem ser compradas apenas em locais de confiança. É importante verificar lacre, rótulo e selo do IPI, além do registro do Ministério da Agricultura (MAPA). Preços muito baixos e embalagens irregulares podem indicar falsificação.

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