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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Maringá cumpriu, na manhã desta terça-feira (9), um mandado de busca e apreensão relacionado à Operação Quaestor. A investigação, conduzida pelo Ministério Público do Paraná, apura possíveis práticas de usura violenta, extorsão majorada, corrupção, violação de sigilo funcional qualificada e lavagem de dinheiro.
A ordem judicial foi expedida pela 2ª Vara Criminal de Maringá e cumprida em Sarandi, em um endereço ligado a um policial civil investigado. A ação contou com o acompanhamento de representante da Corregedoria da Polícia Civil. Segundo o Gaeco, materiais considerados relevantes para o inquérito foram apreendidos no local.
As apurações começaram em abril deste ano, após o núcleo de Maringá identificar indícios de que o policial investigado estaria envolvido em um esquema de cobrança violenta de dívidas com juros abusivos. Conforme o Ministério Público, automóveis em posse de pessoas que tinham débitos com antigos proprietários vinham sendo recolhidos de forma irregular, mediante intimidação e uso indevido da função pública.
O Gaeco também aponta o uso de sistemas sigilosos da Secretaria de Segurança Pública do Paraná para obter informações confidenciais sobre os devedores, o que motivou a inclusão do crime de violação de sigilo funcional entre as suspeitas.
Com o cumprimento do mandado, as investigações seguem em andamento para esclarecimento completo dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.
Nota da Polícia Civil
Em nota enviada ao Maringá Post, a Polícia Civil do Paraná informou:
“A Polícia Civil do Paraná (PCPR) colaborou ativamente com a operação deflagrada pelo GAECO, do qual é parte integrante, a fim de elucidar o caso. Ao mesmo tempo, conduzirá Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a atuação do policial civil.
A PCPR reitera seu compromisso com a transparência e a legalidade, assegurando que qualquer desvio de conduta seja rigorosamente apurado, conforme a legislação vigente.”








