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Na primeira sessão extraordinária de 2026, realizada no final da tarde desta terça-feira (17), a Câmara Municipal de Maringá aprovou, em primeira discussão, três Projetos de Lei Complementar (PLC) fundamentais para o funcionalismo público.
Os projetos, enviados pelo Poder Executivo, buscam garantir a reposição salarial, a reformulação do auxílio-alimentação e a criação de um abono social para quem ganha menos.
O prefeito Silvio Barros compareceu à sessão e subiu à tribuna para explicar as medidas. Segundo ele, o pacote é resultado de várias reuniões entre a administração e o sindicato da categoria (Sismmar). O prefeito destacou que os servidores terão agora o maior ganho real acima da inflação dos últimos 13 anos.
Durante o discurso, Silvio Barros fez um agradecimento direto aos vereadores que apoiaram o aumento do IPTU no ano passado. Ele afirmou que, embora essa decisão tenha gerado críticas da população na época, foi justamente essa arrecadação que permitiu agora fazer justiça aos servidores que ganham menos.
Reajuste salarial e auxílio-alimentação
O projeto principal aprovado pelos 21 vereadores define um reajuste salarial de 4,5%. Esse aumento vale para servidores da ativa, aposentados, pensionistas e funcionários com cargos de confiança. O novo valor começa a contar oficialmente a partir de 1º de março de 2026.
Outra mudança importante foi no cartão alimentação. O valor do benefício passa a ser de R$ 551. A regra de desconto no salário vai depender de quanto cada um ganha:
- Quem ganha até R$ 2.407,90 paga 5% do valor.
- Quem ganha entre R$ 2.407,91 e R$ 5.000,00 paga 10%.
- Quem ganha acima de R$ 5.000,01 paga 15%.
Os vereadores também aprovaram a criação de um abono social. Esse benefício é voltado exclusivamente para quem tem o salário base abaixo de R$ 2.407,90.
O objetivo é garantir que nenhum servidor que trabalhe 40 horas semanais receba menos que esse valor mínimo estipulado.
Esse abono é um pagamento extra e temporário, ou seja, ele não altera o cálculo de aposentadoria ou de outras gratificações.
Todas as medidas aprovadas hoje ainda precisam passar por uma segunda votação na Câmara antes de virarem lei e serem publicadas no diário oficial.
Como o texto prevê efeito retroativo, os pagamentos devem ser ajustados considerando o mês de março.









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