Após exoneração polêmica, Câmara de Maringá anuncia nova assessora da Procuradoria da Mulher

Juliana Serafim, representante da Federação das Associações de Bairros de Maringá (Feabam), ocupará a função que estava vaga no legislativo desde novembro de 2025, quando a Câmara exonerou Gislaine Gonçalves, presidente do Conselho Municipal de Igualdade Racial. Nomeação ainda não foi publicada em Diário Oficial.

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    A Câmara de Maringá já escolheu a nova assessora da Procuradoria da Mulher, órgão ligado ao legislativo municipal. Trata-se de Juliana Serafim da Silva. O anúncio foi feito pelo próprio legislativo, a partir de material institucional veiculado nesta terça-feira (6). Aos 47 anos, Silva é agente administrativo concursada da Prefeitura desde 2014.

    No material divulgado pelo legislativo, a servidora é apresentada como integrante do Conselho Municipal da Mulher e representante da Federação das Associações de Bairros de Maringá (Feabam). De acordo com a Câmara, as qualificações da nova profissional reúnem “experiência no diálogo com a comunidade e na articulação de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres”. A nomeação ainda não foi publicada em Diário Oficial.

    A nova assessora da Procuradoria teria sido indicação do Progressistas, ingrediente que coloca um novo tempero na disputa em torno do controle do órgão. Em novembro de 2025, a então servidora da função, Gislaine Gonçalves, a “Mãe Gi”, foi exonerada pela presidência. Na época, a exoneração causou polêmica por não ter tido justificativa oficial e ter ocorrido no Mês da Consciência Negra. Mãe Gi é representante de religiões de matriz africana e ocupa a presidência do Conselho Municipal de Igualdade Racial. A saída dela do legislativo motivou protesto de grupos ligados ao movimento negro em uma das sessões.

    Na ocasião, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) acusou a presidência da Câmara de desumprir um acordo costurado ainda na eleição da Mesa Diretora, em janeiro daquele ano que, em tese, daria ao PDT o poder de indicar os cargos da Procuradoria da Mulher.

    “O PDT de Maringá manifesta sua indignação diante da ruptura unilateral do acordo de composição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. O rompimento do compromisso firmado entre os partidos representa um desrespeito à lealdade política, à proporcionalidade e ao diálogo que devem pautar a condução do Legislativo”, afirmou o partido, na época, por meio de nota.

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