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A perícia médica realizada pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta hérnia inguinal bilateral e necessita de cirurgia para correção do quadro.
De acordo com o laudo, houve agravamento progressivo da condição clínica, associado ao aumento da pressão abdominal provocado por crises frequentes de soluço e tosse crônica. A junta médica classificou o procedimento como eletivo, sem indicação de urgência ou emergência.
Os peritos apontam que exames realizados em agosto não identificaram alterações na parede abdominal. Em novembro, foi registrada hérnia inguinal unilateral, diagnóstico que evoluiu para bilateral após exames de imagem e avaliação física feitos em dezembro.
O relatório destaca que não houve, até o momento, sinais de complicações como encarceramento ou estrangulamento das hérnias. Os resultados da perícia foram encaminhados ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela execução penal do ex-presidente.
Além da hérnia, a equipe médica avaliou o quadro persistente de soluços relatado por Bolsonaro. Segundo o documento, o bloqueio do nervo frênico é considerado uma opção terapêutica adequada e deve ser realizado o quanto antes, diante da falha de tratamentos anteriores.
Os peritos informaram que os soluços se intensificaram após cirurgia abdominal realizada em abril de 2025. A condição tem afetado o sono, a alimentação e contribuído para a piora do quadro abdominal.
Em setembro, Bolsonaro também passou por um procedimento para retirada de lesões na pele. Exames laboratoriais identificaram carcinoma de células escamosas em duas das lesões, sem indícios de disseminação para outras áreas do corpo.
Segundo a equipe médica, não há necessidade de novos procedimentos cirúrgicos relacionados às lesões cutâneas, mas o ex-presidente deverá seguir em acompanhamento periódico.




