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Mais de 30 entidades, entre coletivos, centros acadêmicos e partidos políticos, assinaram uma nota de repúdio contra a vereadora de Maringá, Giselli Bianchini (PP), em razão da declaração dada por ela enaltecendo os generais que participaram do golpe militar de 1964. A fala foi proferida na Tribuna da Câmara no dia 4 de dezembro.
Na ocasião, a parlamentar afirmou que os militares “fizeram um ótimo trabalho” em terem evitado uma suposta intervenção comunista no Brasil. “Solidarizar com todos os generais que estão presos, generais que fizeram um ótimo trabalho lá em 64, não ‘deixou’ o Brasil se tornar comunista, pois João Goulart foi pra China pra se aliar, transformar o Brasil num país comunista, mas graças a Deus, a família, o cidadão de bem, os generais da época que honravam os seus nomes, suas fardas, não deixaram o país ser comunista”, disse a vereadora.
A nota foi publicada nesta segunda (8) e assinada por PT, PCdoB, PDT, PCB, PSOL, PSTU e UP, além de uma série de sindicatos, centros acadêmicos e movimentos sociais. A lista completa pode ser conferida neste link.
“A ditadura promoveu detenções ilegais, torturas, execuções, desaparecimentos forçados e a completa supressão das liberdades democráticas. Inclusive nesta Casa Legislativa, representantes eleitos pelo povo foram cassados, perseguidos e forçados ao exílio, assim como inúmeros militantes e sindicalistas que sofreram prisão e tortura. A Câmara de Vereadores precisa urgentemente proibir esse tipo de manifestação, pois configuram crime de ódio, violam frontalmente os direitos humanos e alimentam ações que ameaçam a democracia. Exaltar a ditadura é fazer apologia à violência, à tortura e ao ataque à organização dos trabalhadores, mascarando os reais interesses do capital, que está sempre orientado pelo lucro, aumentando a exploração do povo e da natureza“, diz o grupo na nota de repúdio.
Os mesmos organizadores preparam uma manifestação presencial contra Giselli Bianchini (PP) por conta da declaração. O movimento está marcado para esta terça-feira (9), às 9h, no plenário do Legislativo.
O Maringá Post não conseguiu contato com a vereadora para comentar o assunto.






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