Contrária ao aumento de cargos, vereadora nomeia quinto assessor na Câmara de Maringá

Em julho, Giselli Bianchini (PP) se juntou aos sete parlamentares que votaram contra o aumento de quatro para cinco assessores em cada gabinete de vereador no Legislativo maringaense. Nesta semana, no entanto, dois novos servidores comissionados foram nomeados no gabinete dela, atingindo o teto previsto. Vereadora diz usar “instrumentos disponíveis” para “trabalhar mais e melhor pelo povo”.

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    Após votar contra o aumento de assessores nos gabinetes da Câmara de Maringá, a vereadora Giselli Bianchini (PP) decidiu nomear o “quinto assessor”. Dois novos assessores foram nomeados no gabinete da parlamentar, conforme as portarias Nº 552/2025 e 553/2025, datadas da última segunda-feira (24). Com isso a parlamentar, que já tinha três assessores nomeados, passa a ter cinco, número máximo previsto pela Câmara. Conforme consultado pela reportagem via Portal da Transparência, nesta quinta-feira (27), não houve exonerações recentes no gabinete da vereadora.

    Giselli foi uma das vereadoras que votaram contra a criação de 25 novos cargos comissionados pela Câmara no mês de julho deste ano. Na ocasião, o legislativo aumentou um cargo de Assessor Parlamentar, com salário bruto de R$ 9.293,47, para cada vereador, além de dois novos cargos subordinados à Presidência da Casa.

    Além de Bianchini, também votaram contra o aumento Daniel Malvezzi (Novo), Cris Lauer (Novo), Angelo Salgueiro (Podemos), Professora Ana Lúcia (PDT), Mário Verri (PT) e Mário Hossokawa (PP). Dentre os demais contrários, nenhum vereador nomeou o chamado “quinto assessor”, permanecendo com os quatro a que tinham direito antes da nomeação da lei. Um levantamento recente realizado pelo portal GMC Online, inclusive, aponta que dos outros 16 vereadores que foram favoráveis ao aumento, apenas Akemi Nishimori (PSD) permanece com quatro assessores.

    De acordo com o Diário Oficial do município, os dois novos nomeados de Giselli Bianchini atuarão em diferentes funções. Um deles, com cargo de assessor parlamentar, terá direito a remuneração mensal de R$ 9.293,47, enquanto a outra, nomeada como assessora de gabinete, receberá R$ 7.021,76.

    Procurada pela reportagem, a vereadora Giselli Bianchini (PP) se manifestou por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa. Segundo o comunicado, a parlamentar permanece sendo “defensora de um poder público mais enxuto” e justificou o aumento explicando que pretende usar os “instrumentos disponíveis para trabalhar mais e melhor pelo povo”. Leia o comunicado na íntegra:

    “Sim, continuo sendo totalmente contra o aumento da máquina pública, sou defensora de um poder público mais enxuto. Prova disso é que fiquei vários meses trabalhando apenas com dois assessores no meu gabinete, e mesmo assim apresentamos mais de 100 solicitações de indicações, requerimentos e projetos nesse período.

    Ocorre que, mesmo eu tendo votado contra o aumento de cargos, a lei foi aprovada pela maioria. A partir do momento em que a lei já está em vigor, minha responsabilidade passa a ser usar os instrumentos disponíveis para trabalhar mais e melhor pelo povo”.

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