Governo Federal sanciona lei que proíbe linguagem neutra em órgãos públicos

Norma sancionada por Lula determina adoção de linguagem simples e impede o uso de novas flexões de gênero em documentos oficiais.

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    Uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva proibiu o uso de linguagem neutra na administração pública federal, estadual e municipal.

    A restrição vale para órgãos da administração direta e indireta. A linguagem neutra, usada em expressões como “todes” e “amigues”, não é reconhecida pela norma culta da língua portuguesa e, agora, não pode ser empregada em comunicações oficiais.

    De acordo com informações do portal R7, a medida ocorre após decisões recentes do Supremo Tribunal Federal que derrubaram leis municipais e estaduais sobre o tema por falta de legislação federal.

    Norma inclui regras de linguagem simples

    O trecho que trata da proibição foi inserido no projeto que institui o uso da linguagem simples nos órgãos públicos. O texto orienta que informações oficiais sejam transmitidas de maneira clara, objetiva e acessível.

    A lei prevê diretrizes para a redação institucional, entre elas:
    • frases curtas e em ordem direta;
    • uma ideia por parágrafo;
    • uso de palavras comuns e explicação de termos técnicos;
    • evitar estrangeirismos, ambiguidades e redundâncias;
    • apresentar o nome completo antes das siglas;
    • organizar o conteúdo de forma esquemática quando necessário;
    • priorizar voz ativa;
    • não empregar novas flexões de gênero e número contrárias às regras gramaticais.

    A norma também determina que, quando a comunicação for destinada a comunidades indígenas, deve haver versão no idioma local sempre que possível.

    Com a sanção, órgãos públicos passam a seguir padrões unificados para documentos e mensagens oficiais, com foco na clareza e na padronização linguística.

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