Vereadores usam tribuna para falar de suposto caixa 2, parabenizar Bolsonaro, se despedir da Casa, cobrar prefeito, criticar Sanepar e anunciar candidatura para 2020

Por: - 30 de outubro de 2018
Vereador Luiz Pereira (PTB), suplente que por 40 dias assumiu a cadeira de Chico Caiana (PTB): despedida

A tribuna livre da sessão da Câmara de Maringá nesta terça-feira foi concorrida, como há muito não se via, com 12 vereadores inscritos. Mas ao contrário do que poderia se supor no momento das inscrições para os discursos no pequeno expediente, os debates não acirraram os ânimos.

O prefeito Ulisses Maia (PDT) não atendeu ao convite feito por quatro vereadores para comparecer à Câmara e dar explicações sobre o suposto caixa 2 na campanha eleitoral. Informou aos vereadores que o caso é de competência da Justiça Eleitoral e que o ex-assessor retirou as acusações.

O vereador Willian Gentil (PTB), um dos autores do convite, disse que “o prefeito arregou, tremeu nas bases e não veio falar sobre os supostos R$ 500 mil do caixa 2. No seu comunicado disse que a campanha foi pobre e que o seu acusador estava alcoolizado e sob efeito de medicamentos”.

Das 12 inscrições iniciais, uma não se confirmou devido à ausência do vereador Flávio Mantovani (PPS) do plenário quando chegou a sua vez. Dos 11 pronunciamentos, um foi de despedida, o do vereador Luiz Pereira (PTB), que assumiu a vaga de Chico Caiana (PTB) por 40 dias, expirados nesta terça.

Quatro vereadores focaram seus pronunciamentos nas eleições de domingo. Carlos Mariucci (PT) e Mário Verri (PT) cumprimentaram o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e exaltaram conquistas do PT, que “aumentou de 3 para 4 o número de deputados federais no Paraná e de 2 para 3 estaduais”.

Homero Marchese (Pros) ressaltou a derrota do representante de “uma ideologia que tudo relativiza e entende que para haver riqueza deve haver pobreza”. Acrescentou que 16 anos de poder “resultaram em muita injustiça, violência e corrupção”. Para ele, Bolsonaro não é o ideal, mas cria esperanças.

Jean Marques (PV) lembrou que “durante a campanha eleitoral ocorreram brigas, divisões, ódio de ambos os lados em um acirramento fora do comum, mas isso tudo acabou com a escolha feita pela maioria”. Segundo ele, “agora os políticos têm o dever de pacificar a população”.

O vereador Alex Chaves (PHS) criticou a postura da Sanepar, que se recusou a deixar de cobrar a taxa mínima de água e lançar apenas o que foi consumido. Disse que projeto de lei aprovado pela Câmara de Maringá está sendo apresentando em 14 cidades, entre as quais Londrina e Ponta Grossa.

Sindei Telles (PSD) criticou a postura de servidores públicos que “criam interpretações próprias das leis e executam seu trabalho apenas segundo os próprios entendimentos, deixando de fazer o que não concordam”. Cobrou da administração a aplicação de leis municipais, como a de vistoria de marquises.

Odair Fogueteiro (PHS) cobrou providências da administração no sentido de proporcionar mais conforto aos usuários do sistema público de saúde, abrindo os portões das Unidades Básicas mais cedo, “porque o povo chega às 6 horas, não tem banheiro para usar e em dias de chuva se molha”.

Belino Bravin (PP) anunciou que já está em campanha para vereador em 2020 e que não vai mais se candidatar a deputado. Já Onivaldo Barris (PHS) elogiou o início da montagem do Hospital da Criança de Maringá e a licitação para a construção de viadutos na BR-376, na entrada do distrito de Iguatemi.

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