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Quando o torcedor pensa em futebol, a imagem mais comum é a dos 11 jogadores em campo. Pouco se vê, porém, do trabalho que acontece longe do gramado — e que, muitas vezes, define o sucesso ou o fracasso de um projeto esportivo. No Ponto a Ponto, o diretor de futebol do Galo Maringá, Paulinho Regini, chamou atenção para esse lado menos visível do futebol profissional.
Segundo ele, parte importante dos investimentos recentes do clube foi direcionada justamente para fora das quatro linhas. “Fizemos academia, fisioterapia, refeitório, sala de imprensa, comissão”, relatou, ao explicar a estrutura construída a partir da concessão de um espaço que antes era subutilizado. A prioridade, nesse momento, foi criar condições mínimas para treinamento, recuperação e rotina de atletas e comissões técnicas.
Regini destaca que esse tipo de investimento raramente aparece para o público. “Quando você investe em fisioterapia, ninguém vê o que tem dentro daquela sala”, afirmou. Ainda assim, são esses recursos que ajudam a prevenir lesões, acelerar recuperação e manter o elenco competitivo ao longo de uma temporada curta e intensa.
A escolha por investir em estrutura também está ligada à formação de atletas. Um centro de treinamento adequado oferece melhores condições para jovens da base, transmite confiança às famílias e cria ambiente mais profissional para o desenvolvimento esportivo. Para clubes do interior, esse cuidado é um diferencial importante na disputa por talentos.
Outro ponto abordado na entrevista é a dificuldade de manter infraestrutura compatível com as exigências atuais do futebol. Regini lembra que muitos estádios são antigos e enfrentam problemas estruturais, o que reforça a necessidade de compensar limitações com investimento em CT e espaços próprios de trabalho.
Nesse contexto, a estrutura deixa de ser apenas apoio e passa a integrar a estratégia esportiva. Clubes com centros de treinamento organizados conseguem planejar melhor, reduzir improvisos e criar rotinas mais estáveis, mesmo sem contar com grandes orçamentos ou calendário nacional consolidado.
Regini avalia que, hoje, o Galo Maringá já compete em nível elevado nesse aspecto. Segundo ele, a estrutura construída permite comparação favorável com equipes de maior investimento no cenário estadual, mostrando que planejamento e foco podem reduzir desigualdades históricas.
Para o dirigente, investir fora de campo é pensar no futuro do clube. Em um futebol cada vez mais físico, profissional e exigente, a qualidade da estrutura influencia diretamente o desempenho esportivo e a capacidade de formar, valorizar e negociar atletas.
Os bastidores desse trabalho, os desafios de estruturar um clube do interior e as escolhas feitas pela diretoria do Galo Maringá são detalhados no episódio completo do Ponto a Ponto, com Paulinho Regini. A entrevista é apresentada pelo jornalista Ronaldo Nezo e está disponível no YouTube do Maringá Post.







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