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No episódio do Ponto a Ponto, o presidente do Secovi Noroeste, Marco Tadeu Barbosa, destacou o papel do empresário Jefferson Nogaroli e da família na transformação de uma área estratégica de Maringá em um dos bairros mais comentados da cidade: o Eurogarden.
Mais do que um empreendimento imobiliário, ele descreve o projeto como a materialização de uma visão de cidade pautada por qualidade de vida, urbanismo bem pensado e espaços que valorizam o convívio.
Marco lembra que a área, antiga propriedade da Companhia Melhoramentos, poderia ter tido um destino bem mais simples, voltado apenas ao retorno financeiro rápido.
“Se ele fosse olhar só a questão financeira, o melhor negócio seria fazer um loteamento de terrenos, vender tudo, realizar e colocar o dinheiro no bolso”, diz.
Em vez disso, conta ele, Jefferson optou por um caminho mais arriscado e ambicioso. “Ele é um sonhador. Eu admiro muito o Jefferson, para mim é uma referência, não só como empresário, mas como associativista e como amigo”, afirma.
Infraestrutura robusta e escolhas que vão além da obrigação
A escolha desse caminho diferente aparece na forma como o bairro foi pensado. Segundo Marco, quem passeia pelo Eurogarden não faz ideia do volume de investimento que há por trás dos gramados bem cuidados, das alamedas abertas ao público e da infraestrutura discreta, mas robusta, que sustenta o projeto.
Ele cita a segurança, o monitoramento, a fiação e energia subterrâneas, o sistema de captação de lixo e todo o paisagismo como exemplos de itens que poderiam ter sido reduzidos ao mínimo exigido, mas foram tratados como prioridade. “A família deixou toda a infraestrutura pronta, investiu dinheiro mesmo. E muita coisa ali não precisaria existir se o objetivo fosse só cumprir a regra básica”, comenta.
O conceito: morar, trabalhar, estudar e se divertir no mesmo lugar
Para Marco, o diferencial do Eurogarden está na intenção original do empreendedor. “Quando ele pensou aquele projeto, pensou na entrega que ia dar na qualidade de vida, numa cidade melhor e num bairro melhor”, resume.
O conceito que norteia o bairro, reforça ele, é simples de explicar e complexo de executar: um lugar em que a pessoa mora, trabalha, estuda e se diverte no mesmo entorno, dentro da cidade e em uma área nobre. É o famoso “bairro que você quer morar, mas não sabe onde fica”, como costuma dizer o próprio Jefferson aos visitantes de fora.
Quando o empreendedor decide elevar o padrão da cidade
O presidente do Secovi ressalta que esse tipo de projeto depende, antes de qualquer coisa, de vontade do empreendedor. O poder público pode estabelecer regras mínimas, exigir recuos, áreas verdes, parâmetros de ocupação, mas, na visão de Marco, isso não é suficiente para produzir uma transformação urbana desse porte.
“Não basta só cobrar que o poder público faça. Se quiser melhorar, tem que ter alguém com esse espírito, com essa visão, para fazer a diferença”, afirma.
Um impacto que ultrapassa os limites do próprio bairro
O impacto do Eurogarden não se limita aos limites do próprio bairro. Marco observa que empresas, incorporadoras e investidores passaram a olhar para a região com outros olhos, e que a qualidade do projeto puxou o padrão de tudo o que veio em seguida.
Ele cita o primeiro edifício residencial lançado pelo próprio grupo dentro do bairro, já com grande sucesso de vendas, e lembra que construtoras de outras cidades também passaram a buscar espaço ali.
“Não é à toa que os investimentos estão acontecendo. As incorporadoras querem estar lá com ele, estão chegando projetos novos, e isso mostra como o bairro virou referência”, diz.
O Eurogarden como referência para os terrenos que ainda restam
Ao analisar o cenário mais amplo, Marco lamenta que Maringá disponha de poucos espaços com dimensão e localização compatíveis com um projeto desse tipo, mas vê no Eurogarden um exemplo do que ainda pode ser feito nos terrenos que restam.
Para ele, o bairro é uma prova concreta de que empreendimentos imobiliários podem ir além da lógica do lucro imediato e participar da construção de uma cidade mais qualificada, com urbanismo pensado para o pedestre, para o convívio e para a vida cotidiana.
Entre fazer o mínimo e sonhar alto, o Eurogarden escolheu sonhar
Em um momento em que Maringá cresce, discute revitalização do centro e revisita seus próprios modelos de desenvolvimento, o Eurogarden aparece, na fala de Marco Tadeu, como símbolo de uma escolha: é possível fazer “apenas o necessário”, ou é possível sonhar um pouco mais alto e entregar algo que mude o patamar da cidade. Jefferson Nogaroli, diz ele, escolheu o segundo caminho.
Assista ao episódio completo no YouTube
Apresentação: Ronaldo Nezo




