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A certificação da Anvisa é, para qualquer empresa da área da saúde, um marco operacional e estratégico. Para a Bless3D Soluções, ela representou uma virada de chave que abriu portas para o mercado médico e reforçou a credibilidade de um trabalho iniciado de forma improvisada dentro de casa. No podcast Ponto a Ponto, Suelen Adami e Thiago Mattia contaram como conduziram um dos processos mais exigentes da história da empresa — e como isso conecta o presente ao futuro.
“Foi um processo de dois anos e meio”, explica Thiago. “A Anvisa exige rastreabilidade completa: qual resina foi usada, como foi manipulada, como foi esterilizada, quem fez, onde foi registrada.”
O desafio de ser a primeira da região
Por ser a primeira empresa da região a buscar esse tipo de registro, o processo foi quase uma construção conjunta com a Vigilância Sanitária local. “Eles também estavam no escuro. Nós estávamos lendo uma RDC complexa e tentando traduzir aquilo em processos. E elas tentando transformar nossos documentos em relatórios válidos para a Anvisa”, relata Thiago.
Foram criados 36 POPs (Processos Operacionais Padrão), além de toda a documentação de controle de qualidade. A empresa também implantou sistemas de armazenamento, rastreabilidade e monitoramento de cada etapa — desde o recebimento do arquivo até o acabamento final.
Guia cirúrgico, biocompatibilidade e produtos para centros médicos
Com a certificação, a Bless3D passou a produzir guias cirúrgicos para implantes dentários e cirurgias ortognáticas, utilizando resinas esterilizáveis e biocompatíveis. A tecnologia permite que clínicas e hospitais recebam peças personalizadas com segurança e precisão, algo que antes dependia de fabricantes externos.
“Para grandes centros médicos, tudo precisa ter rastreio. A Anvisa precisa saber qual resina foi usada, se o lote está aprovado, se o paciente teve reação”, explica Thiago.
O início de um futuro maior
O reconhecimento não marca um ponto final, mas o início de uma nova ambição. A empresa já trabalha com moldes esterilizáveis usados para implantes faciais e agora mira o próximo desafio: materiais implantáveis permanentes e impressão 3D com metais, ainda mais avançada.
“Acredito que ainda vamos chegar aos materiais que podem ser implantados no corpo humano, não só transitórios”, projeta Thiago.
Suelen completa com a convicção que acompanha o casal desde o início: “A fé nos fez chegar até aqui. E é ela que vai nos ajudar a superar cada novo obstáculo.”







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