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O jornalista e empreendedor Wil Teixeira, cofundador da RH Gestor, explica que o conceito de benefício corporativo mudou radicalmente nos últimos anos. Se antes bastava oferecer vale-alimentação e plano de saúde, hoje as empresas precisam pensar em qualidade de vida, propósito e bem-estar.
“Hoje, apenas o salário muitas vezes não é aquilo que prende uma pessoa dentro da empresa”, afirma.
Wil cita a explosão de programas que vão muito além dos tradicionais. “Na minha época, benefício era vale-alimentação, vale-transporte e plano de saúde. Hoje, você tem uma cesta muito mais ampla: academia, acompanhamento nutricional, programa alimentar, telemedicina e até plano PET para cuidar do seu animal.”
A geração que mudou a lógica do trabalho
Para o empreendedor, essa transformação reflete uma mudança geracional profunda. “Benefício é outra área que vem sofrendo impacto por conta da demanda da geração. A Geração Z e os millennials têm outras prioridades. Eles valorizam empresas que cuidam da saúde física, mental e emocional.”
Esses novos valores desafiam gestores e empreendedores a repensarem a forma como lidam com o próprio time. “São vários pontos que os empresários estão tendo que pensar junto com o RH: como querem que a empresa deles reaja a esse novo mercado.”
Quando o líder não acompanha, a empresa fica para trás
Wil alerta que muitos negócios perdem competitividade porque não conseguem acompanhar a evolução do comportamento das pessoas. “Às vezes o líder ou o empreendedor não está disposto a passar por isso. Pode ser por valores pessoais ou por uma visão mais rígida de gestão. Mas o resultado é o mesmo: a empresa perde força.”
“Tem gestor que ainda acredita que vai funcionar do jeito antigo, mas às vezes não é sustentável. O mundo mudou, e as pessoas mudaram também.”
Segundo ele, o desafio não é apenas oferecer benefícios modernos, mas criar uma cultura que reflita cuidado e coerência. “Não adianta ter academia e plano de saúde se o ambiente é tóxico. O benefício precisa representar o que a empresa acredita.”
Benefício como estratégia de retenção
A fala de Wil Teixeira traduz uma virada de paradigma: benefício deixou de ser custo e virou investimento. Ao incorporar programas de bem-estar e flexibilidade, as empresas fortalecem sua marca empregadora, aumentam a satisfação e reduzem a rotatividade.
“Hoje, o benefício faz parte da estratégia de retenção e da construção de cultura. É o que diferencia uma empresa que atrai talentos de outra que só paga contas”, resume Wil.
Como afirma Wil Teixeira, o futuro das organizações passa por compreender o que realmente importa para as pessoas.
“O benefício certo é aquele que mostra que a empresa se importa.”








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