Marchese diz que alternância de poder é essencial e relembra caso que levou ao STF em Maringá

Para ele, a permanência prolongada de uma mesma liderança em cargos de comando cria ambientes pouco saudáveis e prejudica a renovação política.

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    No podcast Ponto a Ponto, apresentado pelo jornalista Ronaldo Nezo e produzido em parceria com o V Mark Estúdio, o ex-deputado estadual e ex-vereador de Maringá Homero Marchese voltou a defender a alternância de poder como princípio fundamental para a democracia.

    Para ele, a permanência prolongada de uma mesma liderança em cargos de comando cria ambientes pouco saudáveis e prejudica a renovação política.

    “Acredito muito na alternância de poder. A permanência de uma mesma pessoa no poder por um mesmo tempo tem como consequência a criação de um ambiente que não é saudável.”

    Marchese usou como exemplo o caso do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Maringá, que chegou ao quinto mandato consecutivo em 2025. Segundo ele, a situação colocaria o vereador à frente do Legislativo por 10 anos, além de deixá-lo como substituto natural do prefeito por uma década — tempo superior ao limite constitucional de oito anos permitido ao chefe do Executivo.

    “Isso não faz bem para a democracia. O Supremo Tribunal Federal tinha um entendimento já consolidado de que só poderia haver uma reeleição. Para mim, estava muito claro que ele já estava indo para a quarta reeleição.”

    O ex-parlamentar lembrou que acionou a Justiça para contestar a reeleição. O pedido foi negado em primeira instância em Maringá e também no Tribunal de Justiça do Paraná. O processo, porém, seguiu até o Supremo Tribunal Federal, que concedeu liminar e, posteriormente, confirmou a decisão em colegiado.

    “Acho que fez muito bem para a cidade. Foi uma maneira de oxigenar a política local, abrir espaço para novas ideias e mostrar que o poder não pode ser concentrado em uma única pessoa ou grupo.”

    O episódio completo do Ponto a Ponto já está disponível no canal do YouTube do Maringá Post.

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