“A inteligência artificial pode potencializar a ciência, mas precisa de limites éticos”, afirma diretor da UNIFEITEP

Segundo ele, a tecnologia, quando usada de forma adequada, pode tornar o processo científico ainda mais potente.

  • Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    O avanço da inteligência artificial (IA) na educação superior é inevitável, mas deve ser acompanhado de responsabilidade. Essa foi a avaliação do professor doutor Antônio Peixoto de Araújo Neto, diretor acadêmico da UNIFEITEP, em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, disponível no canal do YouTube do Maringá Post.

    Segundo ele, a tecnologia, quando usada de forma adequada, pode tornar o processo científico ainda mais potente.

    “Nós não somos contrários ao uso da tecnologia, mas os limites da ciência e da ética precisam ser observados. A tecnologia precisa ser cuidadosamente inserida”, alertou.

    Na prática, a UNIFEITEP já utiliza recursos de inteligência artificial integrados às bases digitais da biblioteca. Isso permite que os alunos tenham acesso a bibliografias, periódicos e demais fontes científicas com respaldo tecnológico, ampliando as possibilidades de pesquisa.

    Peixoto enfatizou, no entanto, que a responsabilidade no uso das ferramentas continua sendo fundamental. “É sobre o cuidado de onde está se extraindo a informação, a apropriação daquele conhecimento e como ele vai ser utilizado”, explicou.

    Para o diretor acadêmico, a IA deve ser vista como um recurso para otimizar processos, não como substituta do trabalho humano. “Esse avanço tecnológico precisa culminar sempre em melhoria para a sociedade. Só assim vamos ter alunos preparados para esse novo mercado de trabalho, com um olhar crítico sobre o uso da inteligência artificial.”

    Ele ainda destacou que não basta produzir trabalhos acadêmicos baseados em conceitos gerados por IA sem critério. “Não é sobre construirmos um artigo científico com qualquer conceito, mas sobre onde vamos buscar as fontes que embasam esse conhecimento”, concluiu.

    O episódio completo do podcast Ponto a Ponto está no canal do YouTube do Maringá Post.

    Comentários estão fechados.