Operação Regalia: investigadores que favoreciam presos são condenados

Por: - 1 de abril de 2019
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A Vara Criminal de Cidade Gaúcha, cidade que fica a cerca de 150 km de Maringá,  condenou um delegado de polícia e três investigadores no âmbito da Operação Regalia, deflagrada pelo Ministério Público do Paraná em fevereiro do ano passado.

O delegado foi condenado à pena de cinco meses de detenção por diversos crimes de prevaricação, uma vez que se omitiu repetidamente diante da conduta de dois investigadores concediam regalias a presos mediante o recebimento de propinas.

A pena foi convertida em prestação de serviços, e o delegado, que estava afastado das funções desde fevereiro de 2018, foi autorizado a voltar a trabalhar.

Dois investigadores foram condenados por crimes de corrupção passiva, um deles à pena de 14 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, e o outro à pena de 6 anos e 8 meses de prisão, também em regime fechado. Eles também tiveram a perda dos cargos públicos decretada e foi negado o direito de recorrerem em liberdade. Ambos estão presos desde fevereiro de 2018.

O terceiro investigador foi condenado à pena de um ano e sete meses de prisão, em regime aberto, por crime de coação no curso do processo. A pena foi substituída por prestação de serviços. A Justiça também decretou a perda do cargo público. O policial civil em questão foi condenado porque ameaçou uma testemunha-chave.

A apuração dos fatos foi feita pela Promotoria de Justiça de Cidade Gaúcha, com o apoio operacional do Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Conforme reconhecido pela Justiça, os dois primeiros investigadores concederam regalias a presos mediante o recebimento de propinas. Eles levavam detentos com a viatura da Polícia Civil a vários estabelecimentos comerciais, dentro e fora da cidade.

Também foi confirmado que um dos investigadores retirava com frequência um preso da cela e permitia que o detento se encontrasse com parentes, nos fundos da unidade policial e sem qualquer fiscalização.

O MPPR colheu diversos depoimentos de testemunhas, documentos bancários, documentos cartorários, gravações ambientais e mensagens trocadas via aplicativo de celular.

A Promotoria de Justiça de Cidade Gaúcha também teve acesso a imagens de câmeras de segurança de um estabelecimento comercial em que se pode ver um dos investigadores levando uma presa ao local, em viatura caracterizada da Polícia Civil.

A sentença é de primeira instância e está sujeita a recurso. O nome dos envolvidos não foi divulgado. As informações são da Assessoria de Imprensa do Ministério Público do Estado do Paraná.

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