Operação Regalia: investigadores que favoreciam presos são condenados

Por: - 1 de abril de 2019
Primeira página do Google: basta digitar Coronel Cannabis. Print screen feito às 9h56 desta sexta-feira

A Vara Criminal de Cidade Gaúcha, cidade que fica a cerca de 150 km de Maringá,  condenou um delegado de polícia e três investigadores no âmbito da Operação Regalia, deflagrada pelo Ministério Público do Paraná em fevereiro do ano passado.

O delegado foi condenado à pena de cinco meses de detenção por diversos crimes de prevaricação, uma vez que se omitiu repetidamente diante da conduta de dois investigadores concediam regalias a presos mediante o recebimento de propinas.

A pena foi convertida em prestação de serviços, e o delegado, que estava afastado das funções desde fevereiro de 2018, foi autorizado a voltar a trabalhar.

Dois investigadores foram condenados por crimes de corrupção passiva, um deles à pena de 14 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, e o outro à pena de 6 anos e 8 meses de prisão, também em regime fechado. Eles também tiveram a perda dos cargos públicos decretada e foi negado o direito de recorrerem em liberdade. Ambos estão presos desde fevereiro de 2018.

O terceiro investigador foi condenado à pena de um ano e sete meses de prisão, em regime aberto, por crime de coação no curso do processo. A pena foi substituída por prestação de serviços. A Justiça também decretou a perda do cargo público. O policial civil em questão foi condenado porque ameaçou uma testemunha-chave.

A apuração dos fatos foi feita pela Promotoria de Justiça de Cidade Gaúcha, com o apoio operacional do Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Conforme reconhecido pela Justiça, os dois primeiros investigadores concederam regalias a presos mediante o recebimento de propinas. Eles levavam detentos com a viatura da Polícia Civil a vários estabelecimentos comerciais, dentro e fora da cidade.

Também foi confirmado que um dos investigadores retirava com frequência um preso da cela e permitia que o detento se encontrasse com parentes, nos fundos da unidade policial e sem qualquer fiscalização.

O MPPR colheu diversos depoimentos de testemunhas, documentos bancários, documentos cartorários, gravações ambientais e mensagens trocadas via aplicativo de celular.

A Promotoria de Justiça de Cidade Gaúcha também teve acesso a imagens de câmeras de segurança de um estabelecimento comercial em que se pode ver um dos investigadores levando uma presa ao local, em viatura caracterizada da Polícia Civil.

A sentença é de primeira instância e está sujeita a recurso. O nome dos envolvidos não foi divulgado. As informações são da Assessoria de Imprensa do Ministério Público do Estado do Paraná.

Tem uma dica de notícia? Fez alguma foto legal? Registrou um flagrante em vídeo? Compartilhe com o Maringá Post, fale direto com o whats do nosso editor-chefe.